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‘Tem a essência da peça, mas é diferente’, diz Newton Moreno sobre 'Maria do Caritó'

Icônica personagem de Lília Cabral, que por cinco anos se viu restrita apenas aos palcos dos teatros, se prepara agora para estreia no cinema

Entrevista com

Newton Moreno

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2019 | 06h00

Após cinco anos vivendo apenas nos palcos dos teatros brasileros, Maria do Caritó, icônica personagem de Lília Cabral, se prepara para alçar voos mais altos. Prestes a estrear nos cinemas, Newton Moreno, autor e roteirista da versão em filme da história sobre a moça virgem e solteirona que ganhou fama no teatro, falou ao Estado sobre a experiência de adaptar uma obra deste porte.

Luiz Carlos Merten - Como foi fazer essa passagem da Maria do Caritó?

Newton Moreno: A ideia, levando a personagem para outra mídia, outra linguagem, era manter sua essência, mas criando um mundo novo em que a cidade, o circo, tudo fosse mais colorido e verdadeiro. Nesse processo, foi fundamental para mim a parceria com o Zé (Carvalho). Imaginação eu tenho. Com ele, que tem a experiência do roteiro, assimilei outras ferramentas.


Seus textos muitas vezes são impregnados de homoerotismo, mas aqui o tema é a mulher...

...E a Maria tem tudo a ver com esse momento. O empoderamento, essa coisa de que a mulher não precisa de santo nem de homem. Maria quer abandonar a cidadezinha e vai aprender, tomando porrada, que não precisa da muleta de ninguém. Basta a autoestima, a confiança em si mesma para enfrentar o mundo.


Mais cinema?

Com certeza. Agreste, outra peça, está virando filme. E dos bons, já vou dizendo. 

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