Telecine Cult exibe <i>A Vida É Bela</i>, de Roberto Benigni

Mais uma vez o canal pago Telecine Cult exibe o longa A Vida É Bela (nesta quinta-feira, às 22 h), que venceu o Oscar de filme estrangeiro no ano em que concorriam Central do Brasil e Fernanda Montenegro. Muitos críticos acharam desrespeitoso que Roberto Benigni, em A Vida É Bela recorresse às armas da fantasia e do humor para falar sobre o horror do Holocausto. O próprio Benigni repetiu diversas vezes que, em nenhum momento, quis ser desrespeitoso em relação à shoah. Lavou a alma quando o filme foi aplaudido de pé em Jerusalém.A Vida É Bela tem uma primeira parte encantadora. É difícil resistir ao assédio de Guido, o personagem do próprio Benigni, à namorada Dora. O ´bongiorno principessa´ com que ele saúda a amada é uma das falas já consagradas do cinema. A cena em que ele corre o tapete e transforma a almofada em guarda-chuva para proteger Dora é poesia pura. Na segunda parte, muda o tom e a experiência no campo de concentração, quando Guido tenta ocultar a tragédia do filho, Josué, coloca os verdadeiros temas de A Vida É Bela: a relação de Guido com o filho, a de Josué com o pai e a do espectador com a shoah. O horror da morte e do extermínio precisa, afinal, ser nomeado para que não retorne nunca? Para pensar.

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