TCU pode inocentar Guilherme Fontes

A assessoria da Tribunal de Contas da União (TCU) não confirma, mas crescem os rumores de que o ator e cineasta Guilherme Fontes será inocentado no processo das acusações que pesam sobre as contas de produção do filme Chatô - O Rei do Brasil, baseado na obra do escritor Fernando Morais.O projeto previa a realização de um longa-metragem e oito documentários para a televisão, mas as filmagens foram interrompidas em 1999, sob a suspeita de irregularides na prestação de contas, incluindo notas fiscais "inidôneas", remessa para o exterior "irregular e não justificada" e gastos "imprevistos e não justificados".Para fazer Chatô, Fontes dispôs de um orçamento de cerca de R$ 8 milhões, o que, alega, foi suficiente para fazer apenas 80% do projeto. Em agosto deste ano, seu advogado, Eliezer Kaczelnik, avisava que seria necessário mais R$ 1,5 milhão para concluí-lo e que o Fontes aceitaria uma co-gestão intermediada pelo Ministério da Cultura (MinC).De acordo com os rumores, o TCU estaria disposto não só a inocentar Fontes, assumindo que os erros na prestação de contas são meramente burocráticos, mas também a sugerir uma investigação na Secretaria do Audiovisual, sob a suspeita de perseguir o diretor - corroborando a defesa de Fontes.A decisão também faria coro às reclamações de outro cineasta que teve a prestação de contas recusada pelo MinC, Renato Bulcão. Assim como Fontes, Bulcão chegou a acusar, nominalmente, o produtor Luiz Carlos Barreto. A assessoria do TCU informa, contudo, que o caso de Fontes ainda não foi julgado e que nem há previsão para tanto.

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