Tarantino dá todo poder às mulheres

Quentin Tarantino levou suas atrizes para falar de seu novo filme à imprensa inglesa nesta quinta-feira. Ao lado de Uma Thurman, Daryl Hannah e Julie Dreyfus, o diretor disse que seu novo filme é sobre o "poder das mulheres". Kill Bill, que ele vai lançar em duas partes, é a história da vingança de uma assassina profissional vivida por Uma Thurman. Mas não é só: o diretor avisou que o novo filme é mais cheio de sangue e violência do que todos os seus filmes anteriores.Alguns detalhes da produção, que Tarantino fez questão de revelar, preveniram o público sobre o que vão ver em Kill Bill. Por exemplo, ele usou 100 galões de sangue falso em toda a filmagem. Isso dá algo em torno de 378 litros de líqüido vermelho que serão esparramados na frente do espectador.Orgulhoso de sua obra, Tarantino falou com empolgação sobre uma cena em que Uma Thurman desmembra 88 oponentes com uma espada japonesa. Segundo ele, a cena levou oito semanas para ficar pronta. "Queria pensar em todas as formas que podia para ela pôr um fim aos inimigos", disse ele. Mas a violência não pára aí. Sobre uma cena de estupro de Kill Bill, Tarantino disse que era uma "seqüência do inferno".O argumento de Kill Bill, no entanto, não parece ter a mesma sofisticação. A trama se baseia sobre um caso banal de vingança. Uma assassina profissional (Uma Thurman) sai em missão para matar seu antigo empregador, o Bill que está no título, interpretado por David Carradine. Se ela consegue ainda não se sabe, mas para quem mata 88 com nada mais que uma espada...

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