Divulgação
Divulgação

Suspense 'Invocação do Mal 2' torna-se o novo recordista de terror no Brasil

Com quase 200 mil espectadores só no primeiro dia, longa faz história no País

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2016 | 22h28

James Wan virou o Midas do terror em Hollywood depois que o primeiro Invocação do Mal, que ele dirigiu, e outro filme derivado daquele, Annabelle, bateram recordes de bilheteria. Invocação 2 não apenas entrou arrebentando na quinta, 9, como promete bater Annabelle, que Wan produziu e, com 3,6 milhões de espectadores, é a maior bilheteria de terror no País. Mesmo com um dia a mais – as estreias eram na sexta, hoje na quinta –, Invocação 2 fez o dobro do primeiro dia do original (veja os números).

Antes que você diga que faturamento não é, necessariamente, sinônimo de qualidade – muita gente diria que é o oposto –, é bom destacar que James Wan conseguiu. O filme é (muito) bom. E aqui cabe uma tergiversação. Em 2013, quando Wan estava fazendo Invocação do Mal, Justin Lin veio ao Brasil para participar do lançamento de Velozes e Furiosos 6. O filme revelou-se o melhor da série, até então. Lin, cineasta de origem taiwanesa, foi chamado para dirigir o novo Star Trek Sem Fronteiras, abriu-se a vaga para Velozes 7 e Wan foi cooptado para ocupar o posto. Wan, também de origem asiática – da Malásia –, já se exercitara na série Jogos Mortais, realizando o 1. Seu Velozes e Furiosos 7, emocionalmente turbinado pela morte prematura do astro Paul Walker, ultrapassou US$ 1 bilhão na bilheteria. E isso, somado ao megassucesso de Invocação 1 e Annabelle, fez dele um dos autores que estão fazendo a diferença no cinemão.

Lin e Wan são orientais, jovens e talentosos. Têm pegada. A pergunta que não quer calar – Justin Lin vai conseguir estourar na série Star Trek? James Wan já está multiplicando o sucesso de Invocação do Mal. Inicialmente, o fenômeno é que um filme barato atingisse números tão estratosféricos. A sequência é mais caprichada, em todos os sentidos, e isso significa que a produção foi mais cara. Retornam os especialistas paranormais Patrick Wilson e Vera Farmiga. Desta vez, resolvem desistir das pesquisas de campo e apenas dar palestras. Mas a própria Igreja consegue que investiguem o caso de uma garota inglesa vítima de possessão demoníaca.

A história desenvolve-se em duas frentes – a dupla de especialistas nos EUA, a família da garota (mãe e quatro filhos) na Inglaterra. As duas linhas terminam por encontrar-se e o mais impressionante é que a nova invocação do mal parece ter sido só um pretexto para atrair o casal Lorraine e Ed Warren (Wilson e Vera). A história é real, claro que devidamente ficcionalizada, com todos os ambientes sombrios, e personagens sinistros, e trilhas sugestivas para garantir o susto. Só que Wan não fica no óbvio e subverte expectativas para aumentar o rendimento dramático. O resultado tem fôlego e, se você pesquisar na rede – existem documentários sobre o caso verdadeiro –, verá que a garota que faz o papel é igualzinha à possuída. E isso só aumenta o frisson.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.