Susan Sarandon é barrada por opor-se à guerra

Uma organização beneficente da Flórida cancelou hoje uma participação da atriz Susan Sarandon por conta de sua oposição à guerra no Iraque. A United Way, maior organização assistencialista de capital privado dos Estados Unidos, explicou que decidiu atender às dezenas de reclamações que recebeu por telefone por conta da presença da atriz, notória opositora da guerra.Susan Sarandon, de 56 anos, havia aceitado participar de um encontro da organização a pedido de seu irmão, Terry Tomalin, colunista do jornal Saint Petersburg Times. Ela deveria falar sobre liderança feminina e voluntariado nos Estados Unidos. Está de férias no México, e não comentou o veto.Listas negras - A suspensão do encontro com Susan dá mais combustível aos protestos contra a ameaça de uma nova caça às bruxas. O ator Sean Penn denunciou que teve um filme cancelado por conta de sua postura política. Martin Sheen, do hit The West Wing, havia acusado altos executivos da rede NBC, que lhe teriam dito estar "muito inconfortáveis" com sua postura antiguerra. Fazem coro aos protestos nomes como Penélope Cruz, Edward Norton, Alec Baldwin e Mike Farrell.Assim como no cinema e na TV, também os músicos denunciam pressões e listas negras. Sheryl Crow revelou que houve "orientação" na festa de entrega do Grammy para que os artistas não fizessem menção à então iminente guerra entre Estados Unidos e Iraque.As Dixie Chicks, antes queridinhas do country, vivem hoje uma posição bastante peculiar. Após a declaração de uma integrante, de que teria vergonha do presidente Geroge W. Bush, fãs irados começaram a queimar discos e rádios iniciaram um boicote. Elas já se retratam publicamente, mas nem assim reconquistaram seu público. Veja o especial :

Agencia Estado,

27 de março de 2003 | 18h40

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