EFE/Guillaume Horcajuelo
EFE/Guillaume Horcajuelo

Suíça não vê razão para recorrer de libertação de Polanski

Porta-voz do Ministério da Justiça suíço 'não vê razão' para recorrer da sentença do Tribunal Penal Federal

EFE,

25 de novembro de 2009 | 18h14

O Ministério da Justiça suíço "não vê razão" para recorrer da sentença do Tribunal Penal Federal que ordenou nesta quarta, 25, a libertação mediante fiança do cineasta franco-polonês Roman Polanski, detido na Suíça há dois meses, mas ainda não tomou uma decisão.

 

A ministra da Justiça suíça, Eveline Widmer-Schlumpf, disse hoje à noite que "não há razão para recorrer contra a decisão do Tribunal Penal Federal" já que a fiança e outras medidas ordenadas pelo órgão judicial anulam o risco de fuga.

 

O porta-voz do Ministério, Folco Galli, assegurou em declarações à Agência Efe que a pasta vai "tomar uma decisão rapidamente", mas não hoje.

 

Galli acrescentou que, mesmo se a decisão for de não recorrer da libertação de Polanski, diversos passos são necessários até a soltura.

 

"Primeiro, deve pagar a fiança", de quase três milhões de euros; depois, "devemos organizar as medidas cautelares" e a vigilância eletrônica estabelecida pela sentença, explicou o porta-voz.

 

Embora diversos veículos de imprensa deem como certo que a residência destinada a Polanski caso libertado será seu chalé na estação de esqui de Gstaad, Galli não quis confirmar esta versão.

 

Em declarações a uma rede de televisão suíço-alemã, a ministra da Justiça afirmou, após dizer que não vê razão para recorrer, que mesmo assim analisará o assunto com seus colaboradores em reunião.

 

Polanski, de 76 anos, foi detido no dia 26 de setembro ao chegar ao aeroporto de Zurique por um caso de abuso de menores ocorrido em 1977 nos Estados Unidos. Desde o dia de sua detenção, está preso na cidade suíça de Winterthur.

 

"A fiança oferecida pelo recorrente, combinada com outras medidas tais como o depósito de seus documentos de identidade e a mudança para uma residência sob controle eletrônico devem ser suficientes para evitar o risco de fuga", diz o Tribunal Penal Federal.

 

Polanski pode pegar até dois anos de prisão caso seja extraditado aos Estados Unidos.

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