Sucesso de "Fahrenheit 9/11" preocupa republicanos

No começo, os republicanos consideraram Fahrenheit 9/11 apenas uma discussão que seria vista apenas pelos críticos do presidente George W. Bush. Quatro semanas depois, com US$ 94 milhões arrecadados nas bilheterias, o documentário que critica o governo Bush continua atraindo o público, nas duas mil salas do país em que é exibido, deixando nervosos os republicanos em campanha para a reeleição de Bush, nas eleições de 2 de novembro.O documentário de Michael Moore é uma dura crítica às políticas do presidente Bush. Denuncia que ele venceu a eleição de maneira ilegítima, que foi negligente com relação aos atentados de 11 de setembro, que mantém vínculos suspeitos com a família de Bin Laden e que a invasão do Iraque foi um desastre para a segurança do país e do mundo. O filme venceu a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes deste ano e foi aplaudido de pé em algumas salas de cinema. "Não acredito que o filme influencie na decisão dos eleitores", disse o consultor republicano Scott Reed, "mas se influenciar em 3 ou 4 % será um sucesso." Dois republicamos vinculados diretamente com a Casa Branca admitiram que o documentário de Michael Moore se tornou uma dor de cabeça porque atingiu além dos democratas, influenciando os eleitores que apoiam candidatos independentes e aqueles que votam no Partido Republicano. "Se um eleitor ingênuo for ao cinema, não vai sair com uma boa impressão do presidente", disse Joe Gaylord, um funcionário republicano. Um estudo da empresa Gallup realizado entre 8 e 11 de julho disse que 8% dos norte-americanos adultos haviam visto o filme até aquela data, mas 48 % planejavam assisti-lo. Leia mais nos sites da Gallup e de Michael Moore

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