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Cartaz de divulgação do filme ‘Fotocópia’, de Tamer Ashry  Divulgação

Streaming: Confira os melhores filmes e séries de 2020

Apesar da pandemia, plataformas como Netflix fizeram lançamentos e festivais internacionais migraram para o digital; veja seleção do ‘Caderno 2’

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2020 | 08h00

O ano de 2020 foi atípico para as artes, o cinema em especial. Com o fechamento das salas de cinema durante vários meses, diversos lançamentos aconteceram em streaming, que se tornou o principal canal de divulgação. Mesmo assim, a produção revelou grandes obras, como as relacionadas abaixo:

Estrangeiros

Alice Guy-Blaché: A História não contada da primeira cineasta do mundo, de Pamela B. Green. A incrível saga de Alice, pioneira do cinema, cuja trajetória foi praticamente apagada da história. EUA. Visto no Itaú Play e agora disponível em várias plataformas, como Now.

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Desenterrando Sad Hill, de Guillermo de Oliveira. ESP. Um grupo de cinéfilos apaixonados tenta recuperar uma das locações do cult Três Homens em Conflito, de Sergio Leone, na região de Almeria, Espanha. Prova de até onde pode levar o amor pelo cinema. Netflix

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Fotocópia, de Tamer Ashry. EGI. Durante a pandemia, tivemos uma ótima mostra de cinema egípcio, com filmes que jamais chegariam ao nosso circuito comercial. Um dos pontos altos foi Fotocópia, com a história do idoso viúvo que tenta encontrar novo sentido para a vida. Festival do cinema egípcio


Rede de Ódio. de Jan Komasa. POL. História de um jovem frustrado, que encontra nas redes sociais sua maneira de atuar no mundo e crescer socialmente. O filme nos leva a refletir sobre um dos grandes impasses contemporâneos: como regulamentar as redes sociais sem cair no autoritarismo? Netflix


Lindinhas. De Maïmouna Doucouré. FRA. Amy é uma garota que tenta se enturmar em seu novo bairro e entra para um grupo de dança. Provocou polêmicas em vários países e, aqui, a ministra Damares Alves ameaçou proibir. O filme é uma denúncia da sexualização precoce e não uma apologia. Netflix

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La Cordillera del sueño, de Patricio Guzmán. CHI. Fecha a trilogia de Guzmán sobre a história recente do Chile, agora buscando na Cordilheira dos Andes um poderoso símbolo de permanência num país cuja história foi cortada por uma sangrenta ditadura militar. ETV online

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Os 7 de Chicago. De Aaron Sorkin. EUA. Um grupo de jovens protesta contra a guerra do Vietnã e alguns deles são processados por incitamento ao distúrbio. O julgamento faccioso é o centro deste drama baseado em fatos reais. Netflix

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Mosquito, de João Nuno Pinto. POR. Curiosa história do jovem que se alista para lutar na 1ª Guerra Mundial e é mandado para Moçambique. Filme de guerra sem guerra e história de um soldado sem pelotão, Mosquito é um filme anti-belicista dos mais originais. Mostra de cinema de São Paulo online

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A última partida de Pasolini, de Giordano Viozzi. ITA. Pier Paolo Pasolini, o famoso diretor de cinema, era também um aficionado de futebol. Gostava de jogar. Pouco antes de ser assassinado, em 1975, Pasolini participou de uma partida na cidade de San Benedetto del Tronto. O filme reconstitui sua vida e seus últimos anos, bem como sua relação com o “calcio”. Cinefoot online


O Poderoso Chefão. Desfecho: a Morte de Michael Corleone. O diretor Francis Ford Coppola introduziu pequenas mudanças no desfecho da trilogia dos Chefões e alterou seu final. O Chefão 3 era considerado, por parte da crítica, como o patinho feio da trilogia. Vale a pena conferir, ainda mais se você é fã da saga da família Corleone. Pode acabar mudando de ideia sobre o filme. Mas, para isso, as alterações seriam mesmo necessárias? EUA. Now e outras plataformas

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Nacionais


Querência, de Helvécio Marins. Digno representante da “escola mineira” de cinema, Querência se baseia mais na criação de climas do que em uma trama convencional. Uma bela experiência cinematográfica. Itaú Play

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Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza. Caru, que já havia estreado muito bem com De Menor, confirma agora seu talento em seu segundo longa. A história, contada em tom realista, é a de uma garota que tenta se afirmar no mundo machista do skate. Mostra Cinesesc online

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Sertânia, de Geraldo Sarno. O veterano cineasta, autor de obras de referência como Viramundo e Iaô, volta ao longa-metragem com essa vigorosa imersão no mundo dos cangaceiros. Mas, em ritmo de sonho e delírio, ele traça de fato um painel histórico do Brasil dos desvalidos, que vai da Guerra de Canudos até os dias atuais. Mostra Écran online

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Garoto - Vivo Sonhando, de Rafael Veríssimo. Excelente e bem documentada recriação da trajetória de um dos gênios da nossa música, o violonista Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, autor de canções como Duas Contas e Gente Humilde. Garoto viveu apenas 39 anos, mas deixou marca indelével na música brasileira. Por sua modernidade, alguns o consideram precursor da bossa nova. Festival In-Edit online

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Todos os Mortos, de Caetano Gotardo e Marco Dutra. A terrível herança da escravidão, cujos fantasmas assombram até hoje a sociedade brasileira, sob a forma do racismo estrutural. Essa ideia central vem exposta sob forma de ficção, num filme muito inspirado, não-linear e de muita força poética. Festival de Gramado online

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Séries

A herança da coruja. Grécia/França. De Chris Marker. Esta é uma “série” bem diferente das outras. Uma espécie de colóquio reunindo intelectuais como Paul Veyne e Cornelius Castoriadis, sobre ideias abstratas de história e filosofia. O tema central, em torno do qual giram os outros assuntos: a Grécia, berço da nossa civilização. Para quem gosta de história e filosofia, é apaixonante. Visto no Festival É Tudo Verdade online


Women Make Film. GBR. Mark Cousins. Sim, mulheres fazem filmes e sempre fizeram. É o que procura mostrar Mark Cousins nessa nova série, interpretando com sua própria voz a narrativa da presença das mulheres no cinema e trazendo uma coleção de imagens suntuosas. É impressionante ver o que elas já colocaram nas telas, apesar de tantos preconceitos machistas que tiveram de enfrentar. ETV online

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A Amiga Genial, 2a temporada. ITA. A segunda temporada seguiu a linha da primeira e manteve-se fiel à obra da autora bestseller Elena Ferrante. Agora, as duas amigas, Lina e Lenu, são jovens mulheres buscando seus caminhos de liberação em meio a uma Nápoles machista. Uma beleza de adaptação do diretor Saverio Costanzo, com clima local e diálogos em dialeto napolitano. HBO

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Zerozerozero. EUA. De Stefano Sollima. Baseado no livro de Roberto Saviano, traça um painel complexo e contundente do tráfico internacional de drogas, que vai da Colômbia e cartéis mexicanos, passando pelos Estados Unidos e fincando pé na europa através da máfia calabresa. Muita intensidade, mas também reflexão sob a direção do italiano de Sollima. Amazon Prime.

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Complô contra a América. Ótima adaptação do livro homônimo de Philip Roth, uma ficção histórica sobre o que poderia ter acontecido nos Estados Unidos caso o pró-nazista Charles Lindbergh tivesse vencido a eleição presidencial. Assustador e com reconstituição de época primorosa. EUA. HBO

 

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Nova safra de filmes mostra que o terror é o gênero mais adequado à era da covid-19

Enquanto o distanciamento social nos colocou em quarentena em nossas casas, cada vez mais isolados e solitários, olhamos para os estranhos com um pouco mais de cautela

Jason Zinoman, The New York Times

07 de agosto de 2020 | 05h00

O primeiro elemento básico de um bom filme de terror é um lugar isolado. Qualquer local desabitado serve: cabana na floresta, motel vazio, meio do oceano, Detroit, apenas algum lugar em que ninguém possa ouvi-lo gritar. Preencha-o com possíveis vítimas, adicione um monstro e você tem tudo o que precisa para fazer as coisas darem errado durante a noite.

É por isso que o terror é o gênero cinematográfico mais adequado à era da covid-19, quando o isolamento se tornou não apenas um modo de vida, mas necessário para evitar mortes. O distanciamento social nos colocou em quarentena em nossas casas, cada vez mais isolados e solitários, olhamos para os estranhos com um pouco mais de cautela. Embora tenham sido feitos antes da pandemia, três novos filmes de terror ousados e arrepiantes, todos dirigidos por mulheres, têm um novo tipo de ressonância temática.

She Dies Tomorrow parece o mais profético, pois se trata de um contágio, um caso peculiar em que a repentina premonição de que uma mulher morrerá no dia seguinte se espalha, de uma pessoa para outra no mesmo espaço. O primeiro grande choque em Amulet ocorre quando um morcego escamoso emerge de um banheiro, uma imagem aterrorizante que não pode deixar de lembrar um dos mercados úmidos de Wuhan. E até o retrato íntimo de uma mulher mais velha e decadente, cuja filha quer colocá-la em um asilo, como em Relic, assume uma carga adicional, considerando que mais de 50 mil americanos morreram de covid-19 em tais instalações.

E, no entanto, a conexão mais forte entre esses filmes repletos de pavor é uma sensibilidade à natureza punitiva da solidão e aos aspectos sinistros do isolamento.

She Dies Tomorrow é muito diferente de filmes que também mostram vírus como Contágio e Epidemia, que de repente se tornaram populares novamente com os cientistas correndo contra o relógio para salvar o mundo. Amy Seimetz criou uma obra de atmosfera excêntrica e surpreendente com a vibração sussurrante de um disco indie sombrio. Seus primeiros 15 minutos retratam uma mulher chamada Amy (Kate Lyn Sheil) sozinha em sua casa, com foco em seus olhos e, então, vários closes demorados. Ela está convencida de sua morte iminente, mas parece estranhamente resignada.

Em imagens oníricas, Amy a filma ouvindo música, dançando, fazendo compras online, olhando para longe, tentando chorar, mas não conseguindo. Quando ela conta a sua amiga Jane (interpretada com requintada fragilidade por Jane Adams) que vai morrer no dia seguinte, não é levada a sério. Ninguém se conecta nesse filme. Todo mundo aparece em seu próprio mundo, como se não olhasse para a pessoa com quem conversa, mas mantivesse um olhar fixo.

Dois desses filmes de terror, que retratam o relacionamento tenso entre uma mulher mais velha e seu cuidador, falam dessa situação. Relic é um estudo de caráter matizado, um retrato de uma mente desordenada que sugere um terror sobrenatural. Em seu filme de estreia, a diretora Natalie Erika James nos mostra uma família cujos laços se desgastaram. A avó, Edna (Robyn Nevin), desapareceu e sua filha Kay (Emily Mortimer) e a neta (Bella Heathcote) a procuram. Kay cresceu longe da mãe e discute com a filha a respeito de colocar a matriarca em um asilo. Entre essas cenas familiares mundanas, há flashbacks de uma cabana na floresta que abriga uma figura solitária. A casa começa a funcionar como uma metáfora, tanto para os alicerces instáveis de seus relacionamentos quanto para a mente de Edna.

Natalie usa as ferramentas de filmes de terror (sequências ameaçadoras, movimentos de câmera, zumbindo de moscas), mas as enraíza no realismo. O resultado é um dos filmes mais emocionantes de esgotamento de memória, o raro filme de terror que evoca a sensível peça de Kenneth Lonergan, The Waverly Gallery, outro retrato de uma família que lida com a mente decadente de uma matriarca com Alzheimer.

Enquanto esses filmes se concentram em complexas relações entre mulheres, Amulet mergulha profundamente na dinâmica de gênero. Como os outros filmes, retrata várias personagens em isolamento, começando com longas cenas de um soldado solitário, Tomaz (Alec Secareanu), talvez sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático, vigiando a floresta. Então a ação avança rapidamente para o tempo pós-guerra, quando ele se cadastra para ajudar uma jovem reclusa, Magda (Carla Juri), a cuidar de sua mãe inválida.

Ninguém é exatamente quem parece ser. Nem o filme. Há muitas reviravoltas, mas o que começa como uma história em relação ao passado perturbado de um homem transforma-se ferozmente em uma história de vingança sobrenatural. Explora a questão de perdoar homens que fizeram coisas ruins. A divertida Imelda Staunton, que interpreta uma freira que apresenta Tomaz a Magda e sua mãe, aproveita a oportunidade para representar em um estilo gótico melodramático. Desde Darth Vader, ninguém disse “É o seu destino” com tanto peso. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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Na Quarentena: 100 dicas para aliviar o isolamento na pandemia

Atacante tem contrato até o meio do ano que vem, mas pode permanecer por mais tempo

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2013 | 07h41

SÃO PAULO - Destaque do Palmeiras na temporada, o atacante Alan Kardec é um dos jogadores mais cobiçados do elenco, por isso a diretoria já estuda a possibilidade de garantir sua permanência por mais tempo – ele tem contrato até 30 de junho de 2014. E quem pode ajudar nesta empreitada é o lateral-direito Luis Felipe. O garoto revelado pelo clube tem um acerto para defender o Benfica, clube detentor dos direitos federativos de Kardec, mas seu vínculo com o Palmeiras termina só em março. 

O plano do Palmeiras é liberar o lateral em janeiro e, em troca, o clube português facilitaria a permanência do atacante no Brasil. Para contratá-lo, o Palmeiras teria de pagar cerca de 5 milhões de euros (R$ 15 milhões). Como o valor é elevado, a ideia seria parcelar ao máximo o pagamento ou tentar apenas a prorrogação do empréstimo por mais seis meses ou um ano.

O negócio seria interessante também para o Benfica, que teria Luis Felipe no início da temporada. Caso o lateral saia apenas em março, ele só poderá ser inscrito no clube português a partir de agosto. O Palmeiras chegou a negociar a renovação de Luis Felipe, mas o clube errou na digitação do novo contrato e, ao chamá-lo para corrigir, ele não quis mais renovar pelos valores combinados.

Enquanto isso, a diretoria palmeirense busca reforços. O meia Elano, do Grêmio, foi oferecido e é um nome que está sendo estudado. O que pode atrapalhar é o salário do atleta, considerado elevado demais para os padrões do clube recém-saído da Série B - os valores não foram revelados.

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Quando a pandemia virar filme

Trago aqui pequenas sinopses de filmes que um dia ainda estarão em cartaz

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 03h00

Um dia, a pandemia da covid-19 vai virar filme. Quando isso acontecer, provavelmente (oxalá), o pior já vai ter passado. Daí, então, vamos poder relaxar, comprar uma pipoca e curtir uma ficção sobre a nossa dura realidade.

Pensando no futuro do entretenimento, trago aqui pequenas sinopses de filmes que um dia ainda estarão em cartaz:

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Minha Mãe É uma Peça 6 

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Para vencer o tédio da quarentena, Dona Hermínia começa a fazer aulas de zumba pelo Zoom. A dedicação da personagem de Paulo Gustavo pela dança muda a rotina da casa. Um dia, Hermínia é convidada pelo professor de Zumba a participar de uma live exclusiva – só para membros de um clube de swing de Niterói. A partir daí, a mamãe mais amada do Brasil se mete em mil confusões e aventuras. 

 

Hidroxicloroquina 

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Cidadezinha no sertão do Ceará não tem nenhum caso de coronavírus. O fato chama a atenção do governo americano, que envia para o vilarejo uma equipe de cientistas inescrupulosos. Os gringos transformam os moradores em cobaias para os testes mais cruéis. O jogo vira quando a personagem da Sônia Braga recebe a visita de um descendente de Lampião. Os americanos vão viver os seus piores pesadelos ao som de Zé Ramalho.  

 

O Isolado 

Direção: Woody Allen

Edy (interpretado pelo próprio Woody Allen) não se adapta às sessões de terapia online. Em grave crise existencial, decide sair de casa e bater na porta de seu terapeuta. No caminho, sente-se sufocado pela máscara e começa a ter alucinações com a mãe judia (que pede para ele nunca mais sair de casa). A vida dele é salva por uma enfermeira, 40 anos mais jovem do que ele. Ao abrir os olhos, Edy se apaixona pela adolescente de máscara. A relação dos dois é recheada de referências às obras de Dostoievski e Bergman. Ah, no final toca um jazz dos anos 20.  

 

Lockdown City  

Direção: Quentin Tarantino

Grupo de infectologistas mascarados inicia uma caçada implacável aos negacionistas, terraplanistas e a todos que desobedecem ao isolamento social. Nesse faroeste distópico, o biólogo Atila Iamarino é interpretado por Brad Pitt. Já a bióloga Natalia Pasternak é vivida pela atriz Marina Ruy Barbosa. Violência coreografada, fetiche por pés e trilha sonora bacaninha. 

 

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O personagem interpretado pelo próprio Adam Sandler ganha um país latino-americano em uma mesa de pôquer. No início, ele parece conseguir comandar uma nação sem muito esforço, apenas contando piadas de tiozão e fazendo gestos de arminhas com a mão. O problema começa quando a pandemia da covid-19 atinge a população do seu país. Aí, a falta de habilidade do presidente Adam Sandler acaba colocando a vida de milhares de pessoas em risco. Comédia pastelão feita para chorar (muito).  

 

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Direção: Martin Scorsese 

Máfia especializada em espalhar fake news entra em guerra. Robôs de Twitter ficam descontrolados. Irlandeses e italianos disputam o segredo de uma vacina contra a covid. Leonardo DiCaprio toma cloroquina e fica chapado o filme todo. 5h30 de duração. 

 

Tudo Sobre Minha Covid 

Direção: Pedro Almodóvar

Depois de passar 6 meses isolado da própria família por conta da covid-19, o advogado Juan Marin reaparece como a cantora de cabaré Rebecca Castanheira. A troca de sexo e profissão afeta a vida de todos ao seu redor. Filme mostra como a pandemia fez muita gente repensar a própria existência e sexualidade.  

 

Tédio e Sexo 

Direção: Lars von Trier 

Casal entediado na quarentena começa a se agredir fisicamente. De um jeito estranho, encontram prazer na dor. A dupla vai se automutilar durante a primeira hora do filme. Depois, tem meia horinha de silêncios constrangedores. No final, eles se lembram que esqueceram o filho no berço. A covid acaba com a humanidade na última cena. Premiado e vaiado no Festival virtual de Cannes. 

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