Niko Tavernise/20th Century Studios
Niko Tavernise/20th Century Studios

Steven Spielberg maravilha com versão de ‘West Side Story’

‘Matrix’ original em IMAX e 'Não Olhe para Cima', produção de Adam McKay para a Netflix também ganham destaque

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

10 de dezembro de 2021 | 05h00

Amor, Sublime Amor

Pensou em Steven Spielberg, pensou em espetáculo. E é isso que o cineasta oferece em sua estreia nos musicais, com uma nova versão de West Side Story, que estreou na Broadway em 1957 e ganhou dez Oscars com sua adaptação cinematográfica de 1961. 

Chamado no Brasil de Amor, Sublime Amor, o filme transfere Romeu e Julieta, de William Shakespeare, de Verona para o West Side, em Nova York, que na década de 1950 teve quarteirões derrubados e populações desalojadas pela construção do Lincoln Center. É assim que surgem as gangues Jets, formadas por netos de imigrantes europeus, e Sharks, com os porto-riquenhos que chegaram à cidade após a Segunda Guerra. Tony (Ansel Elgort), ex-membro dos Jets, apaixona-se por Maria (Rachel Zegler), irmã do líder dos Sharks, e a tragédia está armada. 

Spielberg e o roteirista Tony Kushner apostaram na contextualização e na autenticidade, sem deixar de lado a música de Leonard Bernstein e Stephen Sondheim e as coreografias de Jerome Robbins, atualizadas por Justin Peck. Os números musicais são daqueles shows que só o cinema de um grande diretor pode propiciar. O filme estreia cotadíssimo para o Oscar. 

Matrix

Duas semanas antes da estreia de Matrix Resurrections, quarto filme no universo, é hora de conferir se Matrix, o original de 1999, assinado pelos Irmãos Wachowski (hoje Lilly e Lana Wachowski), envelheceu bem ou mal. Pela primeira vez, os brasileiros vão ter oportunidade de assistir em IMAX à jornada de Neo (Keanu Reeves) como suposto Escolhido para salvar a humanidade. 

Não Olhe para Cima

A produção de Adam McKay tem um elenco para lá de invejável: Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Cate Blanchett, Timothée Chalamet, Jonah Hill, Ariana Grande, Mark Rylance. DiCaprio e Lawrence são dois cientistas que descobrem um cometa gigante prestes a colidir com a Terra e destruir o planeta. Eles enfrentam mais obstáculos do que esperavam ao tentar alertar a Casa Branca e a imprensa do que está acontecendo.

Nove Dias

O brasileiro radicado nos EUA Edson Oda estreia na direção de longas falando daquilo que realmente importa na vida. Will (Winston Duke, de Pantera Negra) é encarregado de escolher que almas vão poder viver na Terra, em um processo seletivo competitivo. O sensível filme, premiado no Sundance Festival, tem um elenco formado também por Zazie Beetz (Coringa), Tony Hale (Veep) e Benedict Wong (Doutor Estranho). 

Madalena

Madiano Marcheti traça um panorama da cultura agro em Mato Grosso por meio de três personagens que se conectam a Madalena (Chloe Milan), uma mulher trans vítima da violência: Cristiano (Rafael de Bona), filho de um fazendeiro, Luziane (Natália Mazarim), uma hostess de boate, e Bianca (Pâmella Yulle), uma mulher trans que é amiga de Madalena. O longa evita os clichês ao tratar da violência contra as pessoas trans e apresenta uma região pouco explorada no cinema brasileiro.

Yalda – Uma Noite de Perdão

A obra do iraniano Massoud Bakhshi fala de Maryam, sentenciada à morte após matar acidentalmente o marido, Nasser. Ela só pode ser salva se Mona, filha de Nasser, aceitar ir à televisão e perdoá-la. Bakhshi é mais um cineasta iraniano disposto a discutir na tela o sistema judiciário iraniano, como Mohammad Rasoulof e seu Não Há Mal Algum, Urso de Ouro em Berlim em 2020.  

16º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

O evento, que vai até dia 17, em formato híbrido – presencial e virtual –, tem 38 filmes de 12 países, incluindo Carro Rei, de Renata Pinheiro, e Desterro, de Maria Clara Escobar, além do argentino Anos Curtos, Dias Eternos, de Silvina Estévez, e o uruguaio A Grande Viagem ao Pequeno País, de Mariana Viñoles. 

22ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro

O Cinesesc apresenta alguns dos principais destaques nacionais do último ano, com títulos como Sertânia, de Geraldo Sarno, Valentina, de Cássio Pereira dos Santos, e Doutor Gama, de Jeferson De. 

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