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Steven Spielberg dirigirá adaptação do livro 'Jogador Nº 1'

Diretor quer tirar Gene Wilderda aposentadoria para longa apontado para estrear em 2017

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2015 | 20h31

Em Cannes, em maio, o australiano Justin Kurzel mostrou sua versão de Macbeth com Michael Fassbender e Marion Cotillard. O mesmo trio está unido no projeto de Assassin’s Creed, que deve estrear no ano que vem, levando para a tela o universo do game homônimo, que inspirou uma série de livros. Os games movimentam hoje bilhões de dólares e representam um mercado que Hollywood se empenha em conquistar. O filme do game O Príncipe da Pérsia não fez muito sucesso, embora reunisse um time respeitável – o produtor Jerry Bruckheimer, o diretor Mike Newell e o ator Jake Gyllenhaal. Há muita expectativa por Assassin’s Creed, mas um outro game, desta vez fictício, está ganhando a tela e promete ser a sensação de.... 2017.

Com efeito, será somente daqui a dois anos, e no Natal, que deverá estrear Ready Player One, filme inspirado no livro chamado no Brasil de Jogador Nº 1. O anúncio do filme foi feito em Hollywood por representantes da Warner, da Village Roadshow Pictures e da DreamWorks. O diretor será ninguém menos que Steven Spielberg, que ainda tenta conseguir o aval de Gene Wilder. A última participação do comediante de 82 anos foi na série Will e Grace, há 13 anos. Spielberg tenta convencê-lo a voltar, interpretando o papel do bilionário James Halliday.

Ready Player One passa-se na Terra do Futuro, em 2044, numa época em que a humanidade inteira está viciada num jogo, o OASIS. Seu criador, James Halliday, instituiu um desafio antes de morrer. A meta do OASIS é fazer com que somente um jogador, vencidos todos os desafios e etapas, consiga chegar ao ovo virtual soterrado sob toneladas de charadas. Wade Watts é o herói que se lança à gigantesca tarefa. O vencedor levará o espólio do bilionário. O ator que vai fazer o papel ainda não foi escolhido, mas todo aspirante sabe que o Jogador Número 1 enfrenta desafios que se tornam perigosamente reais. É curioso que Wade crie o codinome Percival, evocando o cavaleiro da Távola Redonda que perseguia o Graal, ao iniciar sua busca do não menos mítico ovo. O cinéfilo lembra-se que a busca do Graal já animou Spielberg em A Última Cruzada. Será Wade Watts o novo Indiana Jones do diretor? 


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