Steve Martin, em "Doze É Demais 2"

Toda seqüência sugere algo como ´se você gostou dos doces, por que não comprar outra caixa´? No caso de Doze É Demais 2, no entanto, esta lógica praticamente não se aplica, a não ser pelo fato de estrear em uma época em que até o espectador mais mal-humorado prefere programinhas leves no fim de semana. A idéia do diretor Adam Shankman (A Casa Caiu) e da Fox era aproveitar o enorme sucesso do primeiro filme (US$ 138 milhões só nos EUA) para adicionar um toque adolescente à história. A seqüência de Doze É Demais volta a ser estrelada por Steve Martin e Bonnie Hunt, a mãe que luta para domar o batalhão de 12 filhos. Agora, Tom Baker (Martin) está se sentindo um velho abandonado pelos filhos. Isso porque a filha mais velha, Nora, (Piper Perabo) está prestes a ter um bebê e se mudar para o Texas, enquanto a enjoada Lorraine (Hilary Duff) também faz as malas, rumo a Nova York. Tom decide, então, armar uma última viagem com toda a família para uma casa de férias em um lago fora da cidade. Mas ele não esperava encontrar lá seu arquiinimigo Jimmy Murtaugh (Eugene Levy), que tem tudo na vida: troféus, muito dinheiro, a melhor casa no lago, uma esposa 40 anos mais nova, oito filhos do primeiro casamento e a arrogância que vem com tudo isso. As férias, então, viram um campo de guerra quando Tom e Jimmy decidem se enfrentar em uma competição entre famílias. Doze É Demais 2 não acrescenta nenhuma novidade em relação ao primeiro no quesito trapalhadas. As crianças continuam pestinhas incontroláveis que quebram a casa dos vizinhos, colocam comida de cachorro dentro da calça dos adultos para provocar o cão, etc. A novidade recai sobre a personagem Sarah (Alyson Stoner) que, como quase toda adolescente, se acha horrível. Ela acaba se apaixonando por um dos filhos de Jimmy e pede a ajuda das irmãs mais velhas para se maquiar e ir a uma sessão de cinema com o garoto. O resto é uma avalanche de lições de moral com diálogos adultos na voz de crianças que só não são insuportáveis graças às boas atuações de Steve Martin e Bonnie Hunt, comprometidos - até demais - com o papel. Martin e Levy não tem propriamente a química perfeita, mas lidam bem com o papel de pais de um exército infanto-juvenil, até pelo fato de tanto Martin quanto Levy não terem filhos na vida real. O filme tem a seu favor a boa trilha sonora , perfeita para o cenário "relaxe e não pense" proposto pelo diretor. Músicas que vão desde We Are Family e Why Can´t We Be Friends até Holiday, eterno hit de Madonna. Steve Martin e Bonnie Hunt dizem que toparam fazer a seqüência pela curiosidade de ver como estavam as crianças hoje. E o final de Doze É Demais 2 sugere novos romances, além da chegada da adolescência para pelo menos nove outros filhos, tema que pode ser aproveitado num terceiro longa. Então, que tal mais uma caixa de doces?

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