'Speed Racer' volta como filme de ação com ares de desenho

Feito diretamente para o público familiar, produção é uma mistura de cenas coloridas e sons altos

Da Redação,

08 de maio de 2006 | 11h16

Fiel às suas origens como desenho animado japonês dos anos 60, Speed Racer volta à pauta de discussão cultural quatro décadas mais tarde, como um filme de ação com ares de desenho caracterizado por suas cores brilhantes, resistência às leis da física e noções de bem e mal que não vão além do herói dirigindo um carro branco, conforme informou a revista Variety. Feito diretamente para o público familiar, o retorno dos irmãos Wachowski atrás das câmeras pela primeira vez desde a trilogia de Matrix é uma mistura de cenas coloridas e sons altos, percebidos somente por causa da magia técnica. De resto, é uma espécie de 'algodão doce' - não é nada nutritivo, mas muito doce e fofinho para os jovens resistirem. O filme estréia neste fim de semana nos cinemas brasileiros.   Em vários aspectos, Speed Racer lembra o Pequenos Espiões, de Robert Rodriquez: é diversão simples para aqueles que são fáceis de agradar, mas é completamente estúpido se for colocado diante de qualquer examinador mais atento. Também permanece um mistério o fato dos produtores atualmente acharem uma boa idéia fazer os filmes para crianças passarem de duas horas de duração.   Isso não significa que o público alvo não ficará encantado, ou pelo menos irá se distrair, durante a maior parte de Speed Racer. Com a estética visual dos animes japoneses filmada com a dinâmica dos videogames, o filme vai divertir as crianças. Para os outros, entretanto, será acúmulo na pilha de filmes.   O começo do filme é um flashback e revela como o bonito Rex (irmão de Speed) aparentemente morreu numa batida épica há anos, e esse evento assombra Speed (Emile Hirsch), que se tornou um corredor tão bom que recebeu um convite do escorregadio magnata Royalton (Roger Allam) para participar de sua equipe de melhores corredores. Quando rejeitado, contudo, Royalton mostra seu lado cruel e sugere que está tão acabado quanto seu irmão.   A ação pula entre tramas secundárias, também, como um grupo de corrida asiático, um investigador de corrupção esportiva e o misterioso homem mascarado chamado Corredor X (Matthew Fox), que pode ser a reencarnação de Rex. Mas na maior parte do tempo, Speed Racer é cheio de ação, o que mantém os olhos ocupados, mas atém apresenta problemas de coerência com a realidade.   As pistas se parecem com montanhas-russas, às vezes com uma pista de skate, e os carros enfrentam obstáculos e fazem giros impossíveis. Alguns deles são equipados com armas.   O elenco é ótimo para os propósitos do filme. Não é exigido muito dos atores, exceto estar alerta e ser coordenado. Hirsch atrai como protagonista, Christina Ricci, que interpreta a namorada do corredor, está mais cativante do que nunca e Allam faz um vilão adorável, daqueles que temos prazer em odiar.

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