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Sônia Braga perde prêmio em Cannes para a filipina Jaclyn Jose

Atriz do filme 'Ma'Rosa', de Brillante Mendoza; Brasil foi reconhecido por 'Cinema Novo', documentário de Eryk Rocha

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2016 | 15h17

Havia tanta expectativa por prêmios para Aquarius - em função da ótima acolhida de público e crítica que teve o longa de Kleber Mendonça Filho com Sonia Braga - que o espectador brasileiro, acompanhando de longe o maior festival do mundo, pode ter a impressão de que a participação brasileira nos 70 anos de Cannes foi um fracasso. Longe disso. Aquarius pode nãso ter recebido nada, mas também não receberam os filmes campeões nos quadros de cotações - o francês Elle, de Pasul Verhoevern, e o alemão Toni Erdmann, de Maren Ade.

E o Brasil teve seu ouro. Veio de onde não se esperava. Cinema Novo, o documentário de Eryk Rocha exibido em Cannes Classics, ganhou o Oeil d'Or, o Olho de Ouro da categoria. Mais que um filme sobre o movimento do Cinema Nolvo, á sobre uma geração que, nos anos 1960, quis mudar o mundo (e revolucionar a arte). Glauber, Cacá (Diegues), Nelson (Perreira dos Santos), Ruy (Guerra) e os outros. Eryk, vale lembrar, é filho de Glauber Rocha e seu pai recebeu dois prêmios importantes aqui em Cannes - melhor direção, por O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, e a Palma do curta, por Di. E teve mais. João Paulo Miranda Maria recebeu uma menção por seu curta A Moça Que Dançou com o Diabo. Dois prêmios que representam muito.

 

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