Soldado americano processa produção de 'Guerra ao Terror'

Acusação diz que filme relata o trabalho do soldado William James como desativador de bombas no Iraque

EFE,

04 de março de 2010 | 15h03

Um soldado americano decidiu processar a produção de "Guerra ao Terror", um dos favoritos ao Oscar, por acreditar que o filme se baseou em suas atividades no Iraque sem dar crédito.

 

"Guerra ao Terror", que conta o trabalho do soldado William James como desativador de bombas no Iraque, foi indicado ao Oscar em nove categorias, entre elas a de melhor filme.

 

O roteiro do filme, dirigido por Kathryn Bigelow, utilizou o relato do jornalista Mark Boal, que percorreu algumas regiões do Iraque com uma unidade do Exército americano. O testemunho foi publicado pela revista "Playboy" nos Estados Unidos.

 

Geoffrey Fieger, advogado do sargento Jeffrey Saarver, disse hoje ao canal "CNN" que, na verdade, o filme narra a história de seu cliente.

 

"Literalmente transferiram sua vida ao filme e depois afirmaram que era ficção. A única ficção foi assegurar que se tratou de uma obra de ficção", afirmou Fieger.

 

O advogado revelou que o objetivo do processo é que o nome de Jeffrey Saarver apareça no crédito e que seu cliente obtenha também uma compensação financeira.

 

"Queremos que o filme tenha sucesso, porque isso ajuda nos interesses do meu cliente", explicou.

 

A empresa produtora, Summit Entertainment, reiterou hoje que o filme é "um relato de ficção sobre o que os valentes homens e mulheres fazem no campo de batalha".

 

É o segundo problema que "Guerra ao Terror" enfrenta em menos de dois dias. Ontem, a Academia de Hollywood anunciou que proibirá o acesso à festa do Oscar do produtor Nicolas Chartier, que violou as regras da premiação ao pedir votos para o filme.

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