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Sofía Loren, 'profundamente feliz' por uma vida que lhe deu tudo

Sofía Loren, primeira atriz ganhadora do máximo reconhecimento artístico no Japão, disse hoje em Tóquio que a vida lhe deu o que sempre quis e que, aos 76 anos, se pergunta o que fará "quando crescer".

EFE, TÓQUIO

12 de outubro de 2010 | 12h51

Exuberante, com um figurino que deixava seu decote à mostra, Sofía Loren se apresentou hoje diante da imprensa por ter ganho o "Praemium Imperiale", que recebeu das mãos do príncipe Hitachi, irmão do imperador Akihito.

"Este prêmio resume de forma graciosa todo o meu trabalho, todos os valores que me inspiraram no decorrer de minha carreira. Isto me faz profundamente feliz", disse a atriz, que este ano compartilha o prêmio com outros italianos: o pianista Maurizio Pollini, na Música, e Enrico Castellani, na Pintura.

Na categoria Escultura, a ganhadora foi a artista alemã Rebecca Horn, e o japonês Toyo Ito foi premiado na categoria Arquitetura.

Todos eles estivem na apresentação de hoje, mas foi a estrela italiana, com seu glamour, seus movimentos sensuais e presença imponente que captou a maioria dos flashes dos fotógrafos.

Que queria chegar ao topo, Sofía Loren já sabia desde pequena: "Quando eu ia ao colégio, escrevia em um caderno o que queria ser: Sofía Sciocolone (seu nome real), vai ser uma grande estrela, dizia. A vida me deu a posibilidade de ter o que sempre quis", afirmou.

No seu êxito, julgou ter um papel fundamental o seu descobridor e aquele que seria seu marido por 50 anos: Carlo Ponti, o grande amor de sua vida, pai de seus filhos e um homem "inteligente, perspicaz, muito sensível e artístico. Nos amávamos muito", lembrou.

Mas o parceiro que passará para a história do mundo dos filmes é sem dúvida Marcello mastroianni, com quem rodou produções tão involventes como "Matrimonio à italiana", de 1963, dirigida por Vittorio de Sica.

"Trabalhei com Marcello durante quartorze anos da minha vida. Fizemos um casal maravilhoso. Era bonito e crível, para as pessoas se idetificarem com ele. Foram anos incíveis, disse a italiana, que disse que sua carreira deslanchou "graças a todas os filmes que fiz com De Sica e Mastroianni".

"Eu não nasci uma dama", explicou, "Era somente uma garota muito pobre de Pozzuoli", o povoado perto de Nápoles onde cresceu. E agora, apesar de sua aparência e de ser consagrada como uma lenda vida do cinema italiano, ela diz que não se vê como um "ícone de estilo".

"Toda vez que leio que disseram algo assim, fico muito surpreendida", revelou. E continou: "Não sei, queria representar o símbolo da mulher de um tempo, uma mãe, uma família, um trabalho, muito ligada à um núcleo familia".

E a família foi um tema presente durante a coletiva de imprensa, quando admitiu que um dos papéis mais difíceis de sua vida foi o de sua própria mãe, Romilda, em uma minissérie para a televisão italiana inspirada na vida dos Scicolone.

"Tentei ser tão correta quanto pude, dar sentimento a este papel. Foi um dos papéis mais difíceis para mim emocionalmente", disse a atriz italiana, que conquistou inúmeros prêmios durante uma carreira de seis décadas, entre eles está o Oscar de 1961, por "Duas Mulheres", de Vittorio de Sica.

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