Reprodução
Reprodução

Sluizer e seu longa inacabado

O protagonista do híbrido 'Dark Blood' morreu de overdose em 1993

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2013 | 16h52

George Sluizer nasceu em Paris, de pais holandeses , e iniciou sua carreira no Brasil, primeiro com curtas e depois com um longa rodado na Amazônia (A Faca e o Rio). Fez depois L’Homme Qui Voulait Savoir na França e o sucesso internacional do filme levou Hollywood a chamá-lo para fazer uma versão americana, O Silêncio do Lago. Cosmopolita, não é um diretor pelo qual os críticos tenham apreço, mas alguns fatores conspiraram para lhe dar notoriedade.

Durante anos, ele alegou que havia visto o ministro da Defesa de Israel Ariel Sharon disparar contra crianças palestinas durante os massacres de Sabra e Chatyla. Em 2010, finalmente, suas alegações foram encampadas pela grande imprensa na Europa e nos EUA. E Sluizer carregava no currículo o peso de um filme inacabado – Dark Blood cujo protagonista, River Phoenix, morreu de overdose em 1993.

É curioso ver agora como Sluizer conseguiu concluir seu filme. Ele simplesmente narra as partes que Phoenix não chegou a filmar, num recurso parecido ao usado, nos anos 1960, para dar unidade a A Passageira, que também foi interrompido pela morte do diretor Andrzej Munk. Dark Blood não é um filme acabado, mas um ‘híbrido’, e curioso. O filme será exibido nesta sexta, às 21h, no Espaço Itaú Frei Caneca.

Os programas desta sexta incluem mais dois filmes interessantes – Norte, o Fim da História, é perfeito para o espectador interessado na base dostoievskiana (Crime e Castigo) da obra de Lav Diaz. E você não pode deixar de conferir Tatuagem, de Hilton Lacerda, pelo elenco. Irandhyr Santos foi melhor ator em Gramado. Jesuíta Barbosa e Rodrigo Garcia foram melhor no Rio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.