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Sindicatos de Hollywood criticam o decreto de Trump proibindo entrada de muçulmanos

'Esta política de imigração é equivocada e nós vamos apoiar nossos colegas artistas a cada passo', afirma nota do SAG

AFP

01 de fevereiro de 2017 | 10h44

Dois grandes sindicatos da indústria cinematográfica de Hollywood, que representam atores e diretores, criticaram a decisão do presidente Donald Trump de proibir temporariamente a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

O Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (DGA, na sigla em inglês), que representa os interesses dos diretores de cinema e televisão, criticou em um comunicado o decreto assinado por Trump.

"O DGA acredita profundamente que os artistas, independente de sua origem nacional, de sua religião ou de seu gênero, devem poder vir aos Estados Unidos para mostrar seu trabalho", afirmou a organização.

"As políticas que impedem isto, sem a reflexão necessária, devem preocupar qualquer pessoa que se importa com a arte e o cinema. O intercâmbio artístico aberto é a base do que somos, é do que tratam cada vez mais os filmes a televisão - reunir a humanidade, transcender fronteiras e culturas", completa a nota do DGA.

O Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA), que representa mais de de 160.000 atores e outros profissionais da indústria, destacou o apego à "igualdade de oportunidades, independente da raça, gênero, religião, deficiência, orientação sexual ou país de nascimento".

"Esta política de imigração é equivocada e nós vamos apoiar nossos colegas artistas a cada passo", afirma uma nota do SAG-AFTRA, citada pela revista Variety.

 

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