Shrek, filme do ogro, tem pré-estréia em SP

Nos contos de fada, o sapo sempre se transforma em um belo príncipe ao ser beijado por sua amada. Na nova produção do estúdio DreamWorks, de Steven Spielberg, o sapo é o príncipe. Bem, na verdade, ele não é o príncipe, mas é o herói da história e também não é um sapo, é um ogro, o que também não faz muita diferença, já que continua sendo um monstrinho verde e feioso. Shrek estréia em circuito nacional só dia 22, mas várias pré-estréias da animação estão programadas para este fim de semana, o que pode garantir um bom programa em família. Nos EUA, o filme arrecadou US$ 42 milhões em bilheteria no dia da estréia. Foi o primeiro desenho animado a conseguir tal façanha. Para os que concordam que bilheteria quase sempre não atesta a qualidade das produções, Shrek tem cartão de visitas. Foi selecionado para disputar em maio a Palma de Ouro em Cannes, fato que não se repetia desde a participação de Peter Pan, de Walt Disney, em 1953. Quase um mês depois de sua estréia, continua entre os mais vistos da América, na frente, inclusive, do arrasa-quarteirão Pearl Harbor. A princípio, o filme traz a fórmula de sucesso Walt Disney: bela animação gráfica com atores famosos dublando os personagens principais. Mike Myers (o Austin Powers) faz o ogro Shrek (nas cópias dubladas em português, o ´seu casseta´ Bussunda faz o herói), Cameron Diaz, a princesa Fiona, e Eddie Murphy, o escudeiro de Shrek, o burrinho falador e paranóico Donkey. As paródias e ´homenagens´ aos contos de fada - e principalmente a personagens de Walt Disney - é que fazem de Shrek um desenho diferente. Dirigido por Andrew Adamson e Vicky Jenson, o filme conta a história do ogro que leva sua vidinha pacata em um pântano quando personagens de historinhas infantis começam a aparecer. Um vilão chamado Lord Farquaad (no original, a voz de John Lithgow) os baniu de sua terra encantada, disposto a se casar com a princesa. Esta por sua vez não é um modelo de donzela indefesa, está mais para fera do que bela. Presa em sua masmorra, espera pelo herói salvador apenas para cumprir os protocolos do cargo. Poderia fugir a hora que quisesse e chega até a matar um passarinho! Coisa que faria Bambi correr para a floresta com o rabinho entre as pernas. Mas acalmem-se, o filme tem final feliz. Depois de mostrar que nem sempre o belo é o bonzinho e que os feios também amam todos vivem felizes para sempre. Mas Shrek não vira um príncipe, continua sendo um ogro verde e porcalhão.

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