Sharon Stone define terremoto na China como 'punição divina'

Por conta de declaração dada em Cannes, chineses defendem boicote aos filmes da atriz exibidos no país

Ansa,

08 de maio de 2028 | 12h12

Os filmes de Sharon Stone correm o risco de serem boicotados na China, isso após as polêmicas declarações da atriz, que em uma entrevista concedida no Festival de Cannes e publicada no site hollyscoop.com definiu a tragédia do terremoto em Sichuan como um evento "interessante", ocorrido como uma espécie de "punição divina" em resposta à repressão chinesa no Tibete. Sharon Stone disse também que o terremoto que atingiu o oeste da China no último dia 12 de maio, causando mais de 68 mil mortes, foi o efeito de um "karma desfavorável". "Após ter visto a violência e o sangue no Tibete me questionei e não conseguia entender. Depois houve o terremoto e então percebi que se tratava de um karma (o princípio que nas filosofias orientais regula a vida do universo, ndr)", disse a atriz. Segundo Sharon, o terremoto não teria sido nada mais que uma punição merecida aos chineses por terem sufocado as reivindicações dos monges budistas. A resposta da China veio logo em seguida, com os jornais, as televisões e a opinião pública criticando duramente a atriz de 50 anos e defendendo o boicote de seus filmes. Alguns replicaram que, com base na filosofia, também o tsunami de 2004 e os ataques de 11 de setembro de 2001 deveriam ser simplesmente um karma desfavorável. Outros, por sua vez, disseram que até mesmo Dalai Lama deve estar envergonhado com o que Sharon Stone disse. Os protestos contra a atriz se espalharam também pela internet. No site YouTube, onde está postado o vídeo com as declarações Sharon pelo programa Hollyscoop, milhares de internautas deixaram seus comentários críticos.

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