'Sex and the City' tenta repetir no cinema sucesso da TV

Mais de quatro anos separam o último capítulo da série do longa que chega às telonas nesta sexta

Rodrigo Zavala, da Reuters,

08 de junho de 2006 | 10h40

Apesar de o último capítulo da série Sex and the City ter ido ao ar em 2004, a produção não deixou de manter fãs pelo mundo, por meio das infindáveis reprises nos canais a cabo e venda de DVDs.   Veja também: Trailer de 'Sex and the City - O Filme'      Nesse contexto, não é difícil entender os motivos de transformar a história em filme. O longa Sex and the City - O Filme estréia no país nesta sexta-feira, 6, após vender US$ 55,7 milhões em ingressos nos três primeiros dias em cartaz na América do Norte, superando as expectativas de US$ 25 milhões.   O diretor e roteirista Michael Patrick King faz no início do filme uma breve atualização sobre as quatro protagonistas: a doce Charlotte York (Kristin Davis), a irônica Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), a devoradora de homens Samantha Jones (Kim Cattrall) e a irreverente Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker).   Se, no final da série, todas alcançaram seus objetivos amorosos e profissionais, o que poderia ter acontecido quatro anos depois? Afinal, durante os seis anos de programa, nunca vingaram os preceitos de contos de fadas, como o "viveram felizes para sempre".   De fato, se percebe que apenas Charlotte está bem. Com um casamento feliz e uma filha adotada na China, ela posa como uma princesa de Upper West Side.   Enquanto isso, suas amigas amargam problemas em seus relacionamentos. O marido de Miranda a trai com outra mulher, e Samantha alimenta fantasias com o vizinho, aumentando os problemas entre ela e seu namorado Smith Jerrod (Jason Lewis).   Já Carrie enfrenta dilemas ainda maiores. Depois de 10 anos de um conturbado relacionamento com Mr. Big (Chris Noth), eles finalmente decidem se casar, embora as coisas não sejam tão simples assim.   Nas cenas seguintes, o espectador experimentará uma hora de lições morais, que apontam para a importância da amizade, da auto-estima e da fé no amor. O desenvolvimento da trama, surpreendentemente, deixa de lado a ironia que tornou a série tão conhecida.   Inspirado no livro homônimo de Candace Bushnell, a série conseguiu conjugar narrativa, elenco, drama e merchandising (os sapatos de Manolo Blahnik se tornaram um hit mundial). O filme peca exatamente nesse último ponto.   Ao dar destaque aos 89 diferentes figurinos de Carrie, o filme se torna mais um editorial da revista Vogue, além de abrir espaço para piadas eventualmente um tanto grosseiras. Quem não gosta de trocar a estética pelo conteúdo, poderá se decepcionar. Mesmo sendo muito fã.

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