"Segundas Intenções 2" chega às locadoras

?Eles têm dois grandes prazeres na vida: seduzir e destruir.? Este é o slogan do filme Segundas Intenções 2 (Cruel Intentions 2), lançado pela Columbia Tristar Home Video e já nas locadoras em vídeo e DVD. O sucesso da primeira parte da fita ? vista por mais de 800 mil espectadores nos cinemas brasileiros em 1999 ? deixou claras as ?segundas intenções? dos produtores com a nova versão: lucro. Pelo que se pode ver, eles seguiram exatamente o lema do filme, porém seduzindo o público e destruindo a trama.Dirigidas por Roger Kumble, as duas partes dessa produção adolescente ? baseada em Ligações Perigosas, de Stephen Frears ? contam praticamente a mesma história, mas com outro elenco. Em Segundas Intenções 2, o garoto Sebastian (Robin Dunne) vai morar com o pai, que se casou de novo, em uma bela mansão em Nova York. Lá, conhece a maquiavélica e bonitinha Kathryn (Amy Adams), filha de sua ?madrasta?, com quem aprende a usar garotas pelo simples prazer da conquista. Assim como na primeira parte do filme, Kathryn tenta seduzi-lo mas, diante do insucesso, desenvolve uma relação de ódio pelo meio-irmão.Quem viu as duas fitas vai notar facilmente a perda do linguajar e das atitudes picantes, porém sutis e misteriosas, que envolviam a primeira versão. Na segunda parte, o diretor opta por uma linguagem chula, com cenas que exageram no apelo sexual despropositado. Não à toa a idéia de transformar o filme em série televisiva foi vetada nos Estados Unidos por ser considerada ?forte demais? para a tevê.Bolado para ser um piloto do primeiro capítulo da série, o Segundas Intenções 2 volta no tempo, mostrando desde o momento em que Sebastian chega à casa nova do pai e conhece a meia-irmã, cenas que não faziam parte da primeira versão. Por isso, pode causar uma certa confusão no público. O elenco da parte 1 também era mais convincente, com Ryan Phillippe no papel de Sebastian e Sarah Michelle Gellar como Kathryn.Tudo isso sem falar no final bem-amarrado e envolvente da primeira fita, muito diferente da versão moderna, que termina de repente e sem motivo, quando o espectador menos espera. Diante de um projeto vetado para a tevê e que nem chegou às telas de cinema, não daria mesmo para esperar algo melhor.

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