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Sean Penn fala sobre 'O Franco-Atirador' e super-heróis

Longa dirigido por Pierre Morel estreia no Brasil em 9 de abril; no elenco, Javier Bardem; confira o trailer do filme

Piya Sinha-Roy, Reuters

11 Março 2015 | 20h54

Há mais em Sean Penn do que uma voz rouca e um olhar intenso. Ele também pode soltar uma boa gargalhada ao se imaginar como um super-herói.No elenco do suspense O Franco-Atirador, que estreia nos cinemas dos Estados Unidos em 20 de março e no Brasil em 4 de abril, o ator e ativista de 54 anos conversou sobre o que o motiva tanto no cinema como nas causas que abraça.

O que o atraiu para essa história e o personagem de Jim?

A história me cativou de um jeito que muitos filmes de ação não tinham me cativado, porque as consequências da violência estavam sempre presentes, e ainda assim isso não pareceu exercer um peso excessivo sobre a energia do filme.

O quão importante foi ter a República Democrática do Congo como cenário?

O que foi importante foi que no epicentro daquele ímpeto narrativo havia uma história de uma sofrida intervenção, fosse uma intervenção política ou intervenção corporativa. E, certamente, a RDC observou as duas, e continua a observar. Também existiram alguns paralelos com a vida real, relacionados aos interesses de mineradoras, o que ocorre ali. Isso fez da história uma escolha apropriada.

Ser um ator tem tornado difícil para que sua voz seja ouvida em seu trabalho como ativista?

Eu descobri ser mais difícil e mais fácil. As críticas vão surgir mais rapidamente, assim como a reverência. Geralmente, ambas são imprecisas, mas, você sabe, eu acho que abordo o trabalho – seja um trabalho criativo ou não, qualquer trabalho que eu faça – muito como um serviço prestado... é uma questão de análise clínica em ambos os casos.

Quais papéis você acha atrativos para o futuro? Alguma franquia de super-herói em seu futuro?

Você me pergunta com uma câmera na minha cara e nesse momento da minha vida se eu seria um super-herói? (Risadas) Talvez, se houver algum bastante engraçado.

Há sempre um vilão.

Não sei o que eu estaria interessado em fazer depois. Há alguns bons filmes feitos sobre esse tipo de coisa (super-heróis), até mesmo alguns sendo feitos por ano. Mas eu gostaria de ver essa indústria não ser tragada por filmes de super-heróis.

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