Lucasfilm via AP
Lucasfilm via AP

Se seguir os números de produções recentes, o filme 'Os Últimos Jedi' fará barulho

Longa estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 14

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

13 Dezembro 2017 | 06h03

LOS ANGELES - Star Wars: O Despertar da Força, de J.J. Abrams, foi um estouro de bilheteria, com US$ 936,6 milhões (mais de R$ 3 bilhões) nos Estados Unidos, um recorde, e US$ 1,1 bilhão (R$ 3,6 bilhões) no resto do mundo. Isso adicionou um tiquinho de pressão em Rian Johnson, diretor da segunda parte da nova trilogia, Star Wars: Os Últimos Jedi, que estreia na madrugada desta quarta, 13, para quinta, 14. “Estou muito nervoso! Talvez um pouco mais empolgado que nervoso”, disse Johnson, em entrevista ao Estado, em Los Angeles. Mas o diretor, que tem apenas outros três créditos em longas-metragens, incluindo Looper - Assassinos do Futuro, deve ter feito algo certo, já que foi contratado pela Lucasfilm para comandar também a próxima trilogia.

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Mesmo quem adorou O Despertar da Força reconhece que a produção recorreu a uma certa familiaridade para tranquilizar os fãs da trilogia original. Johnson elogia o filme anterior, que considera “incrivelmente criativo”, destacando a apresentação de novos personagens, como Kylo Ren (Adam Driver), Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac), “que parecem personagens de Star Wars que existem há muito tempo”. Mas ele também usa uma palavra-chave para descrever seu percurso em Os Últimos Jedi: surpreendente. Seu objetivo, diz, não era deixar uma marca pessoal na saga. “Só pensava: como faço algo que, se eu tivesse 10 anos de idade, sairia do cinema com vontade de pegar meus brinquedos e correr no quintal com naves espaciais? E também queria realmente servir a esses personagens, descobrir qual a jornada mais emocionante e dura para cada um deles, porque é disso que são feitos os melhores dramas.” Ele frisa ter sido encorajado a ir a “lugares surpreendentes, a ultrapassar os limites de maneiras diversas”.

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Um dos mais surpresos foi Mark Hamill, que, claro, interpreta Luke Skywalker e aparece apenas nos minutos finais de O Despertar da Força, recebendo Rey friamente. “Tem aquela frase de Luke no trailer: ‘Eu só sei de uma verdade, que é hora do fim dos Jedi’”, disse o ator ao Estado. “Isso vai contra tudo o que acredito sobre Luke e sobre os Jedi.” Hamill teve uma conversa com Rian Johnson, que lhe explicou que Luke estava se sentindo culpado por ter escolhido Kylo Ren, filho de Han Solo (Harrison Ford) e Leia (Carrie Fisher) que se bandeou para o Lado Negro da Força. No fim, o ator acabou aceitando a proposta do diretor e roteirista. Luke Skywalker vai ter uma participação maior no novo filme. Mais do que isso, como é costume na saga, ninguém pode falar. Quando algum jornalista tenta jogar um verde, do tipo, “Então, agora que Luke é mentor de Rey...”, a resposta de Hamill é rápida: “Você está presumindo que eu treino Rey?”. O segredo era tanto que Kelly Marie Tran, que faz a nova personagem Rose Tico, escondeu da família e dos amigos por quatro meses que estava morando em Londres para rodar Star Wars.

Rose Tico não é a única nova personagem. Benicio Del Toro interpreta DJ, um misto de Boba Fett e Jabba the Hutt, segundo o próprio ator. Laura Dern é Amilyn Holdo, a nova chefe de Poe Dameron. Há também um novo droide, BB9E, e criaturinhas fofas que roubaram a cena nos trailers, os porgs.

Claro que Os Últimos Jedi também é o primeiro filme com perdas grandes entre os personagens originais. Se Luke Skywalker vai ter espaço para brilhar, Han Solo (Harrison Ford) pereceu na aventura anterior, pelas mãos do próprio filho. Mas, aparentemente, não houve muito tempo para o luto. Fora da tela, a família Star Wars se recupera da perda de Carrie Fisher, a agora General Leia Organa. O elenco feminino, bem mais amplo do que na trilogia original, destacou a importância da atriz como Princesa Leia e como pessoa. Para Gwendoline Christie, que faz a Capitã Phasma, “Carrie era diferente, engraçada, inteligente, corajosa, e não se parecia com o modelo do que as mulheres deveriam ser”. Laura Dern destacou sua personalidade. “Ela não tinha medo. Conheço poucas pessoas que não têm vergonha de ser quem são.” Mark Hamill, que permaneceu amigo de Carrie Fisher ao longo dos últimos 40 anos, só lamentou: “Seu timing era impecável, exceto desta vez. Ela deveria estar aqui”.

 

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