"Se Eu Fosse Você", a nova aposta de Daniel Filho no cinema

"Se Eu Fosse Você", o mais novo filme de Daniel Filho, inaugura a temporada de filmes brasileiros de 2006. O longa-metragem chega em 06 de janeiro a salas de todo o Brasil com 150 cópias e é aposta do diretor para já abrir os índices de bilheteria nacional com bons números.?Temos muita fé nesta história. Não vou prever porque não há como fazer isso. Veja o caso de Dois Filhos de Francisco do qual eu sou produtor associado?, comentou o diretor em entrevista ao Estado na tarde desta terça-feira, após a sessão exclusiva do filme para a imprensa. ?Esta história de que o cinema brasileiro esteve em crise em 2005 não é fato. Estive lendo publicações do mundo todo e os mercados tanto europeu quanto norte-americano também registraram queda. Acho que o cinema brasileiro está ótimo e vamos abrir o ano com um ótima comédia de verão.?A comédia em questão custou R$ 5milhões e reúne uma parceria inédita, a de Glória Pires (Helena) e Tony Ramos (Cláudio), que vivem um casal em crise que, num dia, acordam com suas identidades trocadas. Ela é professora de canto de uma escola. Ele é um publicitário ameaçado de perder sua bem sucedida agência de publicidade carioca para um comprador paulista. Seu sócio, Thiago Lacerda (Marcos), quer vender a qualquer custo, mas aceita voltar atrás caso Cláudio consiga conquistar uma campanha de lingerie. O detalhe é que quem vai apresentar a nova campanha não é Cláudio, mas Helena, na pele do marido. O filme também tem no elenco Glória Menezes (Vivinha, a mãe de Helena), Maria Gladys (a hilária Cida), Daniele Winits (Cibele), Lavínia Vlasak (Bárbara), entre outros.A partir da troca de personalidades, a confusão típica de uma comédia está formada. Imagine um homem aprendendo a andar de salto alto e a descer com eles uma imensa escada íngreme, sofrendo sua primeira cólica menstrual, usar absorvente interno... E imagine uma mulher aprendendo a urinar em pé, a se barbear, ouvir piadas machistas e ser obrigada a rir...?Eu não chamo de desafio, mas de estímulo o trabalho que fizemos para nos prepararmos para o filme. A Glória ia me dando dicas e eu ia ensinando umas coisas para ela. Chegou um momento em que todas as cenas masculinas (incluindo as que eu não estava ?trocado?) eram feitas por ela. E eu fazia todas as femininas. Foi divertidíssimo?, conta Tony Ramos. ?Este não foi meu primeiro trabalho na pele feminina. Eu já havia feito travestis e gays, que não são mulheres, mas não têm só a verve masculina. E havia feito também a Geni, da Ópera do Malandro, há 16 anos. Mas desta vez foi diferente. Eu sempre tive o sonho de resgatar minhas tardes da Vila Maria, em que eu passava assistindo Oscarito atuar em grandes comédias da Atlântida?, completa.Daniel Filho também se confessa muito satisfeito com a comédia. ?O musical e a comédia sempre foram subestimados. Mas fazer comédia é dificílimo. Em todos meus trabalhos, eu tento incluir o tom de comédia, como em A Vida como ela É. Mesmo para fazer drama, tem de ter humor?, declara ele, que atualmente filma seu novo longa Muito Gelo e Dois Dedos D?Água. ?Este novo filme não é uma comédia, mas também tem muito humor?, adianta ele, que diz se inspirar muito em Billy Wilder. ?Ele foi um grande mestre, sem dúvida. Se eu citar dez filmes que gosto, com certeza vou citar comédias como O Apartamento, Quanto Mais Quente, Melhor, Nothing Hill, Harry e Sally. A comédia não tem de ser renegada. E deve ser valorizada porque sempre é uma boa bilheteria.?

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