Se Beber, Não Case! 2 chega hoje aos cinemas

O quanto vale seguir a mesma fórmula do primeiro filme numa continuação? As piadas continuarão engraçadas? As surpresas vão, de fato, surpreender? Se Beber, Não Case! 2 chega hoje aos cinemas, trazendo respostas a todos esses questionamentos.

Pedro Antunes, Jornal da Tarde

27 de maio de 2011 | 14h38

No fim das contas, manter o padrão do primeiro longa, lançado em 2009, tem seus prós e contras nesta disputa entre o sucesso certo e a busca pela originalidade no roteiro.

A grande mudança, na realidade, é o “onde” acontece a bebedeira. O cenário mudou. O deserto texano de Las Vegas saiu de cena. Foi substituído pela exótica Tailândia. Lá, tudo é ainda mais abafado, úmido, pecaminoso.

Ter assistido ao primeiro Se Beber… antes da continuação é recomendável, mas não faz tanta diferença assim. O que você precisa saber da história anterior é dito em diálogos introdutórios entre os personagens.

É o bastante para acompanhar essa sequência. Todos fizeram o juramento de que a aventura em Las Vegas ficaria em segredo. “O que aconteceu em Vegas, fica em Vegas”, repetem eles.

O que você precisa saber é: quatro amigos foram fazer uma despedida de solteiro na Cidade do Pecado, beberam muito e acordaram sem se lembrar de nada. No dia seguinte, um deles, Doug (Justin Bartha) – que iria se casar –, está desaparecido.

Aos poucos, os três que sobraram começam a encontrar vestígios do que fizeram na noite anterior. Entre eles, um dente faltando, um bebê e um tigre, encontrados no quarto do hotel em que se hospedaram. O primeiro filme arrecadou mais de US$ 450 milhões só nos EUA e levou um Globo de Ouro, na categoria de Melhor Comédia ou Musical.

Tudo isso numa comédia de humor pesado, com drogas, bebida e sexo. Algo que dificilmente funciona. Por tudo isso, a continuação era tão esperada. Em que novas confusões esses caras iriam se meter? Desta vez na Tailândia? Uou! Boatos de que Mel Gibson e o ex-presidente americano Bill Clinton fariam participações especiais. Mas nada disso acontece.

O novo longa é quase uma cópia do primeiro. Principalmente a primeira metade. Desta vez, quem vai se casar é o dentista nerd Stu (Ed Helms). Sua futura esposa, de pais tailandeses, consegue convencê-lo a fazer a festa no país asiático.

Não que ele goze de algum prestígio por parte do sogro, que o compara a um caldo de arroz, usado como alimento para bebês e idosos, no jantar de noivado, dois dias antes da festa.

 

Quarto elemento

Stu já está escolado quando o assunto é festa de solteiro. Ele perdeu um dente na sua aventura em Las Vegas e se casou com uma prostituta. Stu chama o descolado Phil (Bradley Cooper) e Doug (Justin Bartha), todos seus amigos de infância, para um “café da manhã de solteiro”, com panquecas e suco de laranja.

O quarto elemento naquela fatídica viagem ao Texas, Alan (Zach Galifianakis), cunhado de Doug, não foi chamado. Compreensível, já que foi ele quem drogou a todos na ocasião.

Mas o que seria de Se Beber, Não Case sem o amalucado personagem de Galifianakis? Nada tão divertido. Ele acaba convidado para o casamento, na Tailândia. Dois dias antes da festa, Stu, Doug, Phil, Alan, e o irmão da noiva – o queridinho da família –, Teddy (Mason Lee), de 16 anos, se reúnem ao redor de uma fogueira para tomar algumas cervejas e comer marshmallows.

E então o dia amanhece. A ressaca, o calor, a cabeça latejando. Phil, Alan e Stu estão num quarto de hotel pulguento no centro de Bangcoc, capital da Tailândia. Nenhum deles se lembra de nada. Doug, desta vez, está a salvo. Mas Teddy está desaparecido.

Só sobrou um dedo dele. Ao invés de um bebê ser encontrado no quarto de hotel, eles acham um macaco traficante de drogas e viciado em cigarro. Stu, com todos os dentes intactos, acorda com uma estranha tatuagem, estilo Mike Tyson. Definitivamente, esses caras não sabem mesmo beber.

 

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