Scorsese capta energia dos Stones em 'Shine a Light'

Documentário sobre uma das bandas de rock mais antigas do mundo foi gravado no histórico Beacon Theatre

REUTERS

08 de abril de 2003 | 13h22

O veterano cineasta Martin Scorsese procura retratar em detalhes a energia de uma das bandas de rock mais antigas do mundo no documentário Rolling Stones - Shine a Light, que chega ao circuito nacional nesta sexta-feira, 4, após fazer a abertura do Festival de Berlim, em fevereiro.      Veja também:    Trailer de Rolling Stones - Shine a Light Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood estão todos sessentões e mostrando suas rugas e cabelos brancos, com um inesgotável apetite pelo palco e turnês mundiais, que nunca pararam de fazer. A banda foi formada no começo dos anos 1960. Embora mais conhecido por seus filmes de ficção, como Os Infiltrados, que lhe deu o Oscar de direção em 2006, Martin Scorsese também assinou ao longo da carreira alguns elogiados documentários musicais. O primeiro deles foi em 1978, com O Último Concerto de Rock, que focava na última apresentação da The Band, que acompanhou Bob Dylan. Exemplos mais recentes do gênero na carreira do cineasta foram o episódio Feel Like Going Home, da série The Blues (2003), lançada em DVD no Brasil, e No Direction Home: Bob Dylan (2005). Gravado no histórico Beacon Theatre, em Nova York, este novo filme segue um show em que os Rolling Stones cantam para uma platéia onde se encontram o ex-presidente Bill Clinton, sua mulher e atual postulante a uma indicação presidencial pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, e vários de seus parentes. O show, dentro da turnê A Bigger Band (que incluiu apresentação gratuita nna Praia de Copacabana, no Rio, em 2006), foi aliás encomendado aos Stones para levantar fundos para uma ONG à qual Bill Clinton é ligado. Um dos momentos divertidos é quando o show atrasa porque não chegou ainda ao teatro a sra. Dorothy, mãe de Hillary Clinton. Assim que ela chega, é recebida com simpática ironia por Jagger: "Que bom que você chegou, Dorothy". O tamanho relativamente pequeno deste teatro nova-iorquino permitiu condições especiais para a filmagem, como a colocação de dezesseis câmeras em todos os cantos do local - nas entradas para o palco, no meio do público e num mezanino superior. Isto permite que se tenha a sensação de estar dentro do palco praticamente durante toda as duas horas de filme. Vários diretores de fotografia renomados conduziram estas câmeras, como foi o caso de Albert Maysles, diretor de outro famoso documentário sobre os Stones, Gimme Shelter (1970). No palco, observa-se a inegável e incontestada liderança de Mick Jagger, que executa algumas das músicas mais conhecidas do repertório da banda - caso de Jumping Jack Flash, Brown Sugar, Start me Up e Shine a Light. O guitarrista Keith Richards também exercita seus dotes de cantor em duas canções, You Got the Silver e Connection. Os Stones também dividem o palco com artistas como a cantora latina Christina Aguilera, o jovem roqueiro Jack White e o bluesman Buddy Guy. Com este último, Jagger canta Champagne and Reefer. Além de todas estas músicas, o filme apresenta trechos de entrevistas antigas dos roqueiros. Numa conversa em 1972, Dick Cavett pergunta a Jagger se esperava estar ainda tocando aos 60 anos e ele responde: "Sim, facilmente". Um comentário que, a esta altura, mostra-se profético. (Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

Tudo o que sabemos sobre:
FILMEESTREIASTONES

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.