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Santoro fala de 'O Que Esperar Quando Você Está Esperando' e do novo '300'

Filme em que ator faz dupla com Jennifer Lopez estreia no Brasil

Luiz Carlos Merten - O Estado de S. Paulo,

05 de agosto de 2012 | 09h44

SÃO PAULO - Fim da tarde de sexta-feira. Rodrigo Santoro, recém-chegado de Los Angeles, mal tem tempo de desfazer as malas e conversa com o repórter pelo telefone, do Rio. Assuntos, no plural - o que ele pode dizer da sequência de 300, que acaba de filmar na Bulgária, e a estreia de O Que Esperar Quando Você Está Esperando, a simpática comédia de Kirk Jones em que forma dupla com Jennifer Lopez. Depois do magérrimo e terminal Heleno (de Freitas), Rodrigaço caprichou nos músculos para fazer frente à exuberância sexy de Jennifer. Foi isso? "Não foi, cara." Para saber o que foi, leia a entrevista.

Teu inglês nunca foi tão bom em Hollywood, a química com Jennifer funciona. Como tudo ocorreu em O Que Esperar?

Tudo nesse filme foi muito rápido. Conheci a Jennifer quase na véspera da filmagem. Foi uma questão de química, de liga. Às vezes funciona, às vezes, não. Funcionou. Foi um dos sets mais leves e divertidos em que já estive. Não havia pressão, todo mundo estava lá para se divertir. (O diretor) Kirk Jones é um cara maneiro. Tem aquele humor peculiar inglês. O que ele fez foi reunir a gente, Jennifer e eu, e criar um perfil para os personagens, na verdade, para o casal. Sua principal orientação - a gente deveria ser muito, muito apaixonado. Tudo se desenhou a partir daí, a adoção, as dificuldades financeiras.

E o inglês?

Cara, eu poderia simplesmente ter travado. Uma das minhas primeiras cenas foi com aquela brigada de pais veteranos, liderada pelo Chris Rock. Sou fã dele. Pensei comigo, o Chris vai se limitar ao texto, não vai jogar stand up. Termina a cena, digo a minha, nem lembro qual foi, e ele joga uma improvisação para mim. Eu respondi na lata, mas sem a obrigação de querer ser engraçado, a coisa continuou até o Kirk gritar ‘Corta!’ Depois, ele disse que não tinha película pra gente ficar improvisando indefinidamente, mas uns 50% das cenas que estão na tela com aquela galera foram improvisados. O Tom Leenan, que integra o grupo, é escritor e humorista, o rei do improviso. O que me salvou foi o clima descontraído. Ninguém ali estava competindo, e eu, menos ainda. Fiz pouca comédia na minha vida, não sou louco de competir com caras profissionais.

O filme é simpático, traz boas observações sobre relacionamentos...

... E é despretensioso, isso é que é legal. Filmamos cerca de um mês e meio, dois, em Atlanta. Apenas locações. A primeira história foi a nossa, depois a da Cameron (Diaz).

Reencontraste a tua estrela de As Panteras Detonando?

A gente se reencontrou apenas nas promoções de lançamento do filme, mas foi bacana. Cameron pega duro no trabalho, mas é carinhosa. E divertida.

Malhaste muito para ser o par de Jennifer Lopez?

Eu tinha emagrecido muito para fazer o Heleno, mas quando filmei O Que Esperar... já tinha recuperado minha forma. Pratico muito esporte. Aquele sou eu. Precisei fazer musculação para retomar o 300. O personagem é um gigante que tem uma conformação física que não é só musculosa. Precisei reconstituir a modelagem física para ficar igual. Aquilo foi uma experiência pesada.

Vamos falar então de 300 - A Batalha de Artemisia. Como foi?

Não posso dizer muita coisa. Há um controle muito rígido nesses blockbusters. O estúdio (a Warner) quer impedir o vazamento de informações. Até o roteiro que a gente recebe vem numerado e personalizado. Se vazar alguma coisa, eles terminam sabendo de quem foi. O que posso dizer é que o filme retoma a experiência visual do primeiro, mas vai ter outra pegada. Tem novos personagens, um homem e uma mulher. Zack (Snyder) e a mulher dele, a Debbie, continuam produzindo, e o diretor é um israelense, Noam Murro, que imprimiu a marca dele.

Foi mais fácil de fazer?

Taí. Eu achava que seria. Afinal, se passaram seis anos. Mas, até por causa do visual, o filme é todo feito sobre fundo azul. Não contraceno com ninguém. Tenho de falar com um cabo de aço que tem uma fita crepe laranja na ponta, indicando para onde devo olhar. A voz do ator com quem contraceno é meio difusa, para eu não tentar olhar para outro lugar. O tempo todo tenho de imaginar. Não foi fácil.

Como foi filmar na Bulgária?

Quase não conheci. Fiquei mês e meio lá, mas era espartano. Do hotel para o estúdio, do estúdio para o hotel. Dei uns passeios, vi um pouco da arquitetura, mas o clima é frio. Do que conheço do Leste Europeu, é o lugar em que mais se sente a presença russa.

Quando estreia Last Stand? És vilão do Schwarzenegger?

Não posso falar, mas não sou vilão. Meu personagem começa torto, mas tem uma redenção. Acho que pode ter ficado bacana. A estreia deve ser em janeiro. O estúdio é o mesmo da comédia (O Que Esperar...), Lionsgate.

E o Philip Kaufman?

Depois de Cannes, Hemingway & Gelhorn estreou na HBO dos EUA. Ouvi dizer que o filme vai para os cinemas na Europa. No Brasil, não sei. Queria muito trabalhar com o Kaufman, e ele não me decepcionou.

E agora?

Estou exausto. Preciso parar um pouco. Estão pintando algumas coisas. Aqui, no exterior. Mas só depois de setembro. Agosto é para descansar.

 

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