Juan Guerra/ Estadão
Juan Guerra/ Estadão

Sandy fala sobre sua participação em thriller psicológico

Em 'Quando Eu Era Vivo', cantora divide a cena com Antonio Fagundes e Marat Descartes

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2014 | 15h52

"Você acha a Bruna parecida comigo, Marco? Agora que filmou comigo e me conhece, acha?", perguntou a cantora e atriz Sandy Leah ao diretor Marco Dutra em conversa com a imprensa na tarde desta segunda, logo após a exibição em São Paulo do longa Quando Eu Era Vivo, em que Sandy estrela ao lado de Antonio Fagundes (Senior) e Marat Descartes (Junior). "Não. Ela é muito diferente de você. Há pontos de contato, pois as duas vivem no universo da música, cantam... Mas a personalidade é diferente, o estilo...", respondeu Dutra.

Na trama deste bem conduzido thriller psicológico, Sandy vive a estudante de música e cantora Bruna, que aluga um quarto na casa de Senior. Este mora sozinho após a morte da mulher e da saída dos filhos. Um deles Pedro (Kiko Bertolini) vive em uma casa de tratamento. O outro é Junior (Marat), que acaba de se separar, perder o emprego e volta para casa muito tempo depois.

É a volta deste filho a uma casa que não se assemelha mais à de sua infância que traz de volta um passado mal explicado e repleto de mistérios e ocultismo. Junior embarca em uma espiral de loucura ao ir descobrindo aos poucos detalhes esquecidos do passado por meio dos objetos que foram de sua mãe, guardados em um quartinho empoeirado. O que parecia uma viagem pela nostalgia da perda se revela uma forma macabra de cumprir uma missão deixada pela mãe, sempre envolvida com ocultismos e cuja morte é desconhecida.

É Bruna, competentemente interpretada por Sandy, quem faz a ponte entre as mensagens deixadas pela mãe em forma de uma partitura musical quem acaba se tornando uma aliada de Junior na missão a ser cumprida. E é o pai Senior quem se torna refém em sua própria casa, na tentativa de ajudar o filho a não ser sugado pela loucura e proteger sua própria vida.

"Sandy está incrível. Foi uma surpresa muito boa trabalhar com ela", declarou Fagundes. "Para mim também foi uma grata surpresa. Confesso que havia uma apreensão em relação como seria trabalhar com ela, pois não conhecíamos seu trabalho como atriz. E foi ótimo. Tanto a relação de nossos personagens, que construímos, quanto entre nós, como colegas de trabalho", completou Descartes.

Sandy, que, assim que leu o roteiro de Quando Eu Era Vivo, quis imediatamente entrar para o projeto, também se surpreendeu.

"Claro que tive receio, um frio na barriga. Afinal, nunca havia feito um filme. Mas me apaixonei pela Bruna. E quis entrar neste universo na mesma hora", contou Sandy ao Estado. "E também não acho a Bruna parecida comigo . Há, como disse o Marco, pontos de contato, claro, mas ela é muito diferente. E seu universo é outro", comentou.. "Nós duas somos músicas, cantamos. O Marco precisava de uma atriz que cantasse. E para mim, foi muito bom poder fazer um papel de alguém ligado à música, que é uma arte tão próxima do público", acrescentou. "Eu entrei muito no universo do filme, daquele apartamento claustrofóbico e super quente. Aliás, isso pode não transparecer no filme, mas filmamos em agosto e, surpreendentemente, estava um calor absurdo em São Paulo. O clima de calor e confinamento ajudavam a criar a atmosfera de desconforto que era necessária para a história", completou Sandy. 

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