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'Salve Geral' é o representante do País para indicação ao Oscar

Filme de Sérgio Rezende sobre ataques do PCC em 2006 poderá concorrer como Melhor Filme Estrangeiro

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2009 | 13h29

 "Salve Geral", de Sérgio Rezende, será o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano que vem. A escolha, feita por uma comissão de seis integrantes, encabeçada pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, foi anunciada nesta sexta-feira, 18.

 

Os outros nove postulantes eram: "A Festa da Menina Morta", de Matheus Nachtergaele; "Besouro", de João Daniel Tikhomiroff; "Budapeste", de Walter Salles; "Feliz Natal", de Selton Mello; "Jean Charles", de Henrique Goldman; "O Contador de Histórias", de Luiz Villaça; "O Menino da Porteira", de Jeremias Moreira; "Se Nada Mais Der Certo", de José Eduardo Belmonte; e "Síndrome de Pinnochio - Refluxo", de Thiago Moysés.

 

Abertas a todos os filmes brasileiros exibidos no primeiro semestre de 2009 (o que somou um total de 108, o que significa que 10% se candidataram), as inscrições foram feitas pelos produtores - o ministério não faz pré-seleção. A decisão, tomada hoje mesmo, numa reunião de duas horas, não foi unânime. Silvio Da-Rin não quis revelar qual ou quais filmes polarizaram a disputa com "Salve Geral", "para não criar constrangimentos".

 

 

"Salve Geral, o Dia Em Que São Paulo Parou", relembra os ataques de maio de 2006 feitos por integrantes do PCC contra policiais nas ruas de São Paulo e agente penitenciários. A data de lançamento do filme em circuito nacional - 2 de outubro - coincide ainda com o aniversário de 17 anos do massacre do Carandiru, ação policial que em 1992 provocou a morte de 111 presos na Casa de Detenção.

 

Produção de R$ 9 milhões, o filme mostra a história de uma advogada cujo filho está preso nos dias que antecedem a confusão. A revolta do PCC é motivada pela situação degradante dos presídios em um Estado governado por autoridades incompetentes e corruptas. A história cria uma empatia com os rebelados.

 

(Com Bruno Paes Manso, de O Estado de S. Paulo)

 

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