Sai a festa do cinema e começa a da propaganda

Sai a festa do cinema, entra a festa da propaganda. O 53.ª Festival Internacional de Publicidade de Cannes dá a largada neste fim de semana em Cannes. O Brasil é o segundo país em número de inscrições desta edição e os publicitários desembarcam por lá com 2.537 peças publicitárias. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, com 3.376 peças, e à frente do Reino Unido, Alemanha e Espanha, do total de 81 países participantes.É a maior e mais importante competição desse setor da economia que injeta anualmente US$ 300 bilhões nos meios de comunicação ao redor do mundo.Um total de 24.862 trabalhos disputam os prêmios em nove categorias, com destaque para filmes, impressos (dividido nas categorias mídia impressa e outdoor), rádio e internet. A novidade deste ano é a estréia da categoria Promo Lions, para estimular a criação na área de promoções, com 53 trabalhos brasileiros inscritos. Além desses, são ainda 233 comerciais, 1.055 impressos, 703 outdoor, 324 peças de internet, 68 peças de rádio, 53 trabalhos de marketing direto, 53 de marketing promocional, 42 de mídia e.O troféu Titanium premia projetos multimídia. Nesta categoria existem seis trabalhos na disputa. Criado há três anos, o prêmio só entrou na competição oficial no ano passado, mas aponta para o futuro do festival. Para Adriana Cury, da McCann-Erickson Brasil, que é a representante do País no júri do Titanium, os projetos multimídia são o futuro da comunicação das empresas com os consumidores ?É impossível imaginar campanhas publicitárias hoje que não sejam integradas. O consumidor quer detalhamento de produtos, quer interagir com tudo e os novos meios permitem essa interação e essa integração de estratégias.?Há três anos, quando completou 50, o Festival Internacional da Publicidade de Cannes exibiu um panorama de sua evolução e da propaganda. Os diretores que mais se destacaram, por terem ganho mais de um Grand Prix, receberam uma estatueta especial do famoso leão. Foram eles: Hugh Hudson, Lee Lacy, Joe Pytka, Ridley Scott e o falecido John Perkins. Hoje, o festival se volta para a ousadia, as formas inteligentes que comerciais, especialmente os americanos e os ingleses. Nos anúncios de bebidas alcoólicas as diferenças entre as campanhas brasileiras e as européias e americanas chegam a ser gritantes. Nada de belas e bem torneadas mulheres, nem de piadas sobre futebol e sexualidade.

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