Saga italiana promete virar sensação na Mostra

Há em A Melhor Juventude essa cena em que, na noite de réveillon, Matteo visita a família e parte para cumprir seu destino trágico, apesar dos apelos da mãe, que lhe pede que fique para a ceia. O diretor Marco Tullio Giordana lembra que existe uma cena igualzinha em Rocco e Seus Irmãos, a obra-prima de Luchino Visconti. "O cinema italiano contou muitas sagas familiares", diz Giordana numa entrevista por e-mail. "Basta lembrar-se de A Terra Treme e Rocco, de Visconti; de De Punhos Cerrados, de Marco Bellocchio; e A Família, de Ettore Scola", diz ele em entrevista por e-mail. A Melhor Juventude terá sua primeira exibição na 27ª Mostra de São Paulo domingo. Será um dos grandes momentos do evento, como o foi, há três anos, o filme anterior do diretor, Os Cem Passos. Grande em todos os sentidos, até na duração, pois A Melhor Juventude ultrapassa, em muito, os limites da duração normal de um filme. São 366 minutos, ou pouco mais de seis horas de filme. Giordana sempre achou que A Melhor Juventude deveria ser um só corpus, um só filme. "A divisão em episódios, quando a RAI virou nossa parceira, me parece puramente acidental, mas foi benéfica. Permitiu uma duração que seria impensável no cinema. Seis horas constituem um tempo infinito, de romance. Permitiu-nos seguir vários personagens e desenvolver histórias paralelas, dilatando o que teria de ser concentrado e resumido num filme para cinema." As seis horas contam a saga de uma família italiana, focada principalmente em dois irmãos, Nicola e Matteo. A Melhor Juventude Versão integral será exibida domingo (19) às 17h na Sala Cinemateca; quinta-feira (23) às 15h30 no Cineclube DirecTV e sexta-feira (24) às 18h no MIS.

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