REUTERS
REUTERS

Ryan Reynolds fala de seu 'idiota problemático' de 'Deadpool 2'

"Deadpool é um personagem de moral flexível que não quer fazer o bem, mas acaba fazendo-o com relutância", diz o ator

EFE, O Estado de S. Paulo

14 Maio 2018 | 06h00

Para Ryan Reynolds, Deadpool é um “idiota problemático” que ri de si mesmo, um "anti-herói que busca aprovação para ser um pouco melhor hoje do que ontem, como nós”.

“Deadpool é um personagem de moral flexível que não quer fazer o bem, mas acaba fazendo-o com relutância; não é virtuoso, não é o Super Homem ou o Capitão América, mas isso é que o torna original, interessante, e você gosta dele. Você gosta de um tipo faz asneiras quando o que importa é ser perfeito e dar uma versão melhorada de si mesmo”, diz Reynolds, a propósito de seu personagem em Deadpool2.

“Para um ator, é divertido fazer coisas assim, parece que esse tipo de filme não necessita de interpretação, mas eu vejo que eles demandam mais concentração, mais imaginação e mais convicção”, disse o ator, feliz por ser chamado para filmes de super-heróis aos 50 anos.

“É como Thanos, vilão de Vingadores, ou seja, é como voltar a fazer teatro em Nova York ou reler romances de Ray Bradbury. É como se fosse um músculo que eu pouco usava, mas gradualmente me senti melhor entre comediantes de stand-up e HQs. Pretendo continuar, a menos que este seja um fracasso retumbante”, brincou.

Isso porque as piadas, risos e comentários “pouco acadêmicos” recorrentes no filme também marcaram as respostas para a imprensa. Era o espírito de Deadpool pairando sobre a sala.

Dirigido por David Leitch, responsável por De Volta ao Jogo (2014) e Atômica (2017), entre outros, Deadpool 2 segue o primeiro, lançado em 2016, que provou ser um sucesso popular – arrecadou mais de US$ 837 milhões e boas críticas, uma vez que foi o primeiro filme de super-herói a ser indicado para o Globo de Ouro.

Deadpool habita um espaço que ninguém mais ocupa, é engraçado, fala diretamente com o espectador e pensa como ele, rompe a quarta parede e muitas outras barreiras, algo impensável no universo Marvel e DC; acho que eles contam a história do modo que os fãs querem e isso os limita. Por isso Deadpool é mais real”, disse o canadense.

No entanto, Reynolds acredita que “tudo o que é bem-sucedido em Hollywood é copiado até ficar irreconhecível”, mas Deadpool não prejudicou “a grande máquina da Marvel”, porque “eles levam uma década fazendo suas próprias coisas e o fazem melhor do que ninguém”.

O filme começa com o personagem arrebentado em pedaços após uma tentativa de suicídio provocada pela morte da namorada; seu amigo X-Men recolhe os pedaços e o reconstrói, na tentativa de ser mais um anti-herói a ser incorporado ao grupo de mutantes. / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.