Russell Crowe completa 50 anos

Ator ganhou fama mundial ao estrelar Gladiador, em 2000, que lhe rendeu um Oscar

Flavia Guerra , O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2014 | 17h59

Ele definitivamente entrou para o hall da fama de Hollywood com o Gladiador, que lhe rendeu um Oscar em 2001, mas desde meados Los Angeles: Cidade Proibida, de 1997, Russell Crowe vinha atraindo a atenção de todo o mundo. Mas para realmente provar que merecia papeis que iam além do típico cara fortão e invocado, o ator que completa 50 anos nesta segunda-feira ainda teria de fazer mais um grande filme, O Informante, de 1999, no qual desbancou outros astros mais cerebrais, em que interpreta um ex-cientista da indústria de tabaco que decide revelar todos os segredos sujos deste universo. 

O sucesso foi tamanho que Crowe ofuscou até mesmo Al Pacino, com quem contracena no longa de Michael Mann, e foi indicado ao Oscar de melhor ator. Mas era o ano de Beleza Americana e Kevin Spacey levou a melhor. Gladiador viria, então, na sequência de O Informante e elevaria o neozelandês ao status de estrela. Ridley Scott enxergou em Crowe o ator ideal para viver o general romano Maximus. E acertou. O longa levou vários Oscar e deu a Crowe, além do prêmio de melhor atuação, a chance de ganhar papeis mais versáteis. O ator ganhou também a fama de mau-humorado e briguento. Nos anos seguintes, o ator protagonizaria diversas cenas em que dava respostas duras e ríspidas a jornalistas e entrava em questões polêmicas com companheiros de set. 

Em 2002, seria escolhido por Ron Howard para viver o matemático John Forbes Nash em Uma Mente Brilhante. O papel lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor atuação masculina em drama e mais uma indicação ao Oscar. Só que dessa vez o prêmio foi Denzel Washington por Dia de Treinamento.

Mais recentemente, Crowe estrelou o polêmico Noé. O longa dirigido por Darren Aronofskym, revisita o épico bíblico da Arca de Noé e enfrentou duras críticas tanto da comunidade cristã quando da imprensa especializada.  Com orçamento de US$ 130 milhões, o longa também foi banido em alguns países islâmicos. Mas o sucesso de público foi tamanho que Noé bateu recordes em seu primeiro fim de semana em cartaz nos EUA, onde arrecadou US$ 47 milhões em apenas dois dias. 

Crowe, que veio ao Brasil para o lançamento do filme, declarou que “o debate religioso é essencial no filme. Ajudaria muito a eliminar o abismo entre religiões se as pessoas, pelo menos, tivessem noção daquilo em que os outros creem, ou veneram.”

Em breve, Crowe estará em cartaz em Fathers and Daughters (Pais e Filhas), do italiano Gabriele Muccino, e The Water Diviner, longa que marca a estreia do ator na direção. 

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