Roteiristas hollywoodiano estabelecem trégua para o Grammy

Iniciam as conversas informais para tentar encerrar a greve que cancelou festa do Globo de Ouro

Efe,

08 Janeiro 2023 | 12h03

Os roteiristas de televisão e cinema dos Estados Unidos iniciam nesta quarta-feira, 23, conversas informais com os produtores, com a intenção de encerrar a greve que mantêm desde novembro, e, por enquanto, combinaram uma trégua para a realização da festa do Grammy.   A Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, na sigla em inglês) e o sindicato dos roteiristas (WGA, Roteiristas da América) explicaram que as conversas são um primeiro passo para chegar à negociações formais que levem a um acordo para acabar com a greve antes da cerimônia de entrega do Oscar, marcada para 24 de fevereiro.   Os roteiristas, que interromperam as negociações no dia 7 de dezembro, optaram por uma trégua da greve para a cerimônia do Grammy, que acontecerá no dia 10 de fevereiro, em Los Angeles.   Em função do histórico cancelamento da cerimônia do Globo de Ouro e depois do anúncio das candidaturas ao Oscar, a aproximação acontece após um acordo entre produtores e diretores realizado na semana passada.   Nas conversas entre as duas partes, foi acordado que "o talento criativo da indústria participará agora financeiramente de cada área emergente nas novas mídias", afirma a AMPTP em seu site, embora os roteiristas exijam uma percentagem maior que a oferecida.   Segundo a mesma fonte, a posição mostra, "além de todas as dúvidas, que os produtores estão desejando e são capazes de trabalhar com os criadores de conteúdo de entretenimento para chegar a normas justas e flexíveis neste mercado de mudanças rápidas".   O tema principal das negociações continuará sendo a compensação pelos lucros obtidos na distribuição dos produtos cinematográficos e televisivos na internet. A AMPTP e o WGA consideram a possibilidade de um blecaute midiático como medida coativa.   Os roteiristas ainda pedem que o acordo seja compartilhado com a indústria musical.   Anunciada a trégua que salvará a festa do Grammy, o presidente da Academia de Música, Neil Portnow, explicou que a decisão permitirá que a cerimônia mais importante da indústria fonográfica "se concentre apenas na música, nos artistas e no trabalho benéfico que o espetáculo produz".   A Academia que entrega os Grammy - cujo favorito desta edição é o rapper Kanye West - agradeceu o acordo que permitirá "realizar a 50 edição do Grammy no nível que milhões de fãs da música no mundo todo esperam e merecem".

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