Roteiristas encerram greve de 3 meses nos EUA

Após acordo alcançado nesta semana, categoria volta ao trabalho ainda nesta quarta-feira

Efe,

08 Fevereiro 2013 | 02h24

A greve dos roteiristas de televisão e cinema dos Estados Unidos terminou nesta terça-feira, após três meses de duração. Os membros do Sindicato de Roteiristas dos EUA (WGA) informaram que votaram a favor de retornar ao trabalho nesta quarta-feira, 13, após o princípio de acordo alcançado esta semana.   A decisão de por fim à greve foi tomada por 92,5% dos 3.775 membros do WGA.   A greve forçou a interrupção de séries populares no mundo todo como "Desperate Housewives", "Grey's Anatomy" e "CSI", que agora devem acelerar suas filmagens para a nova temporada.   A paralisação, que começou no dia 5 de novembro, colocou em risco até mesmo a cerimônia do Oscar, após ter transformado a entrega do Globo de Ouro em uma leitura do nome dos vencedores em uma entrevista coletiva.   Os roteiristas iniciaram sua greve para pedir uma compensação financeira pelos trabalhos distribuídos através da internet, pois consideravam que os grandes estúdios de Hollywood estavam embolsando um dinheiro ao qual eles também teriam direito.   O processo para chegar a um acordo foi acelerado quando os líderes do Sindicato de Roteiristas dos EUA anunciaram no domingo seu apoio unânime ao acordo obtido no sábado com os grandes estúdios e pediram a seus membros o apoio ao texto e ao fim da greve.   Um resumo do acordo publicado pelo WGA em sua página oficial proporciona a jurisdição sobre projetos exibidos pela internet e estabelece novas compensações pelo download de filmes e programas de televisão. Trata-se de um texto similar ao alcançado há um mês pelo Sindicato de Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês).   Os roteiristas receberão 36% dos lucros dos distribuidores para os primeiros 100.000 downloads de um programa de TV e pelos primeiros 50.000 de um filme sem interrupções publicitárias. Posteriormente, esse pagamento aumentará em 7% e 65%, respectivamente.   Leslie Moonves, conselheira delegada da rede de TV americana CBS, indicou que no final "todos ganharam".   "Foi um acordo justo e com o qual as companhias poderão conviver. Além disso, reconhece a grande contribuição dos escritores para a indústria", afirmou.

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