Paul Sancya/ AP
Paul Sancya/ AP

Rose McGowan descreve em livro como foi violentada por Harvey Weinstein

Atriz se transformou em uma dos rostos mais conhecidos do ativismo feminista contra os abusos sexuais

EFE

31 Janeiro 2018 | 08h39

A atriz Rose McGowan, uma das primeiras mulheres que acusou Harvey Weinstein de abuso sexual, publicou nesta terça-feira suas memórias onde detalha como foi supostamente violentada pelo famoso produtor de Hollywood.

Sob o título Brave, as memórias de McGowan, atriz conhecida pela série Charmed e pelo filme Planeta Terror (2007), descrevem um episódio que, segundo a artista, aconteceu em 1997, durante o Festival de Cinema de Sundance.

Rose McGowan tinha 23 anos quando Weinstein a convocou para uma reunião de trabalho que inicialmente seria realizada em um restaurante, mas que foi finalmente transferida para o quarto de hotel do produtor.

Após 30 minutos de conversa, sempre segundo o relato de McGowan, Weinstein a despiu e obrigou ela a fazer sexo oral.

"Eu me senti muito suja. Eu tinha sido estuprada e estava triste até as profundesas do meu ser. Fiquei pensando que ele esteve sentado atrás de mim no cinema na noite que antecedeu (o estupro). Não era minha responsabilidade exatamente, mas era como se eu tivesse feito algo para tentá-lo. Isso me fez sentir ainda mais doente e suja", escreveu.

A atriz, que se refere no seu livro a Weinstein como "o monstro", disse ter contado o que aconteceu ao ator e diretor Ben Affleck.

"Eu disse a ele para parar de fazer isso", teria respondido o ator, segundo a versão de Rose McGowan, que não foi confirmada por Affleck.

Weinstein pagou posteriormente US$ 100 mil a McGowan em um acordo que não implicava confidencialidade, mas o impedia de denunciá-lo.

Desde que as reportagens do The New York Times e The New Yorker, em outubro do ano passado, revelaram as dezenas de agressões sexuais cometidas por Weinstein, que inspiraram os movimentos Me Too (Eu também) e Time's Up (Acabou o tempo), Rose McGowan se transformou em uma dos rostos mais conhecidos do ativismo feminista contra os abusos sexuais e o machismo em Hollywood. 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.