Romy Schneider em DVD como "Sissi"

Ela nasceu Rosemarie Albach Retty, em 1938, mas tornou-se conhecida em todo o mundo como Romy Schneider. Tinha 15 anos quando o diretor Ernst Marischka a colocou no elenco de um filme intitulado Os Jovens Anos de uma Rainha. Seguiram-se outros três - uma trilogia que pouco ou nada tinha a ver com a biografada, a imperatriz Elizabeth, da Áustria. O importante é que Sissi, Sissi, a Imperatriz e Sissi e Seu Destino fizeram grande sucesso em todo o mundo. Criou-se o mito de uma Romy juvenil e adocicada.Sissi está sendo lançado em DVD e vídeo pela FlashStar. Além das tradicionais seleção de cenas e escolha de idiomas, o disco traz trailer, biografias e filmografias. Quem foi garoto nos anos 50 com certeza se enamorou de Romy. Ela poderia ter continuado uma atriz de segunda - como sua mãe, Magda Schneider, que fez mais de 30 filmes, dos quais somente um faz parte das antologias de cinema, Liebelei, de Max Ophuls. A sorte de Romy foi ter se apaixonado por Alain Delon. A sorte e a desgraça pois viveram uma relação meio neurótica e destrutiva. Mas foi por meio de Delon que Romy conheceu Luchino Visconti.O grande diretor italiano colocou os dois no palco, na montagem parisiense de Pena Que Ela Seja uma P..., do autor elizabethano John Ford. E dirigiu Romy no episódio O Trabalho, de Boccaccio 70. A partir daí ela iniciou um processo de crescimento pessoal e artístico. Virou uma verdadeira atriz, sem deixar de ser uma belíssima mulher. E surgiram os filmes com Otto Preminger (O Cardeal), Orson Welles (O Processo), Andrzej Zulawski (O Importante É Amar), Costa-Gavras (Um Homem, uma Mulher, uma Noite) e Bertrand Tavernier (A Morte ao Vivo), isso para não falar da associação com Claude Sautet, que resultou em As Coisas da Vida, Sublime Renúncia, César e Rosalie, Mado e Uma História Simples.Visconti fechou um ciclo e permitiu a Romy exorcizar a Sissi de sua juventude em Ludwig, em que ela recriou, com amargura, uma Elizabeth da Áustria mais conforme a realidade. A morte trágica do filho precipitou a ruína de Romy. Ela morreu (se matou?) em 1982. Permanece viva graças a essa magia que permite ao cinema eternizar uma imagem. É assim que Sissi pode ser visto como variação de Cinderela.Sissi (Sissi). Alemanha/Áustria, 1955. Direção de Ernst Marischka, com Romy Schneider. DVD da FlashStar. Cor, 105 min. Nas locadoras. Preço médio: R$ 30

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