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Roman Polanski rodará thriller político sobre 'caso Dreyfus'

Cineasta ainda não definiu ator para viver oficial francês cusado de traição no final do século XIX

EFE

11 de maio de 2012 | 12h28

O cineasta franco-polonês Roman Polanski, que antes do final do ano deverá começar a rodar um filme sobre o "caso Dreyfus", espera que este seja um "thriller político, mas como um filme de espionagem".

"Faz tempo que quero rodar este filme sobre o caso 'Dreyfus', mas não como um drama tradicionalista. Seria algo próximo de uma história de espionagem", afirmou o diretor em declarações à revista Le Film Française, que publicou parte dessa entrevista em seu site nesta sexta-feira.

Para este novo filme, o vigésimo de sua filmografia, Polanski voltará a contar com o roteirista Robert Harris, com quem escreveu O Escritor Fantasma. Apesar de não estar definido, o título deste novo projeto do cineasta franco-polonês deverá ser D.

"Podemos mostrar a pertinência absoluta desta história, sobretudo com a visão do que passa hoje no mundo, este espetáculo ancestral de caça às bruxas, de tribunais militares secretos, de agências de informação fora de controle, das  hipocrisias governamentais e de uma imprensa enraivecida ", afirmou Polanski.

Até o momento, o cineasta não definiu ator que deverá encarnar Alfred Dreyfus, o oficial francês que foi acusado de traição no final do século XIX e que dividiu à opinião pública francesa.

Condenado por haver entregue documentos secretos ao império alemão, Dreyfus passou cinco anos recluso na ilha do Diabo antes de ser libertado.

O "caso Dreyfus" foi veio à tona através de Émile Zola, que publicou um artigo intitulado J'accuse. Neste caso, o texto contribuiu para a própria libertação de Dreyfus.

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