Regis Duvignau/Reuters
Regis Duvignau/Reuters

Roman Polanski quer voltar aos EUA para acerto de contas com a justiça

Cineasta polonês é acusado de ter abusado sexualmente de uma jovem de 13 anos

EFE

16 de fevereiro de 2017 | 17h17

Considerado foragido pelos Estados Unidos há quase 40 anos, Roman Polanski, que hoje vive entre a França e a Suíça, quer retornar ao país o mais rápido possível para resolver a questão. Em 1977, o diretor foi acusado de ter drogado e em seguida abusado sexualmente de uma garota de 13 anos.

De acordo com o site TMZ, o polonês nascido na França não pretende passar mais tempo na cadeia. Seu advogado, Harland Braun, pediu à Suprema Corte do Condado de Los Angeles para abrir a transcrição secreta do depoimento do promotor do caso. Braun acredita que o testemunho apoia a alegação de Polanski de que ele fez um acordo para ser preso por apenas 48 e o documento teria sido assinado pelo juiz do caso.

Polanski passou 42 dias na Chino State Prison até ser liberado. Mas o juiz Laurence Rittenband renegou o acordo e disse aos promotores que decidiu que o cineasta deveria passar 50 anos na cadeia. Foi aí que Polanski fugiu dos Estados Unidos para a Europa.

Ele ainda passou outros 334 dias preso na Suíça, enquanto autoridades americanas tentavam extraditá-lo. Um tribunal polonês decidiu então que Polanski tinha cumprido seu tempo na cadeia e, agora, Braun quer que o juiz de Los Angeles honre essa decisão.

O advogado quer finalizar as negociações para que o cineasta de 83 anos volte a Los Angeles e resolva a questão, não sendo mais considerado um fugitivo.

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