Laurent Emmanuel/AFP
Laurent Emmanuel/AFP

Roman Polanski entra com processo para reverter expulsão da Academia de Cinema

Diretor foi expulso após condenação por manter relações sexuais com menina de 13 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2019 | 19h09

O diretor de cinema Roman Polanski pede na Justiça a reversão de sua expulsão da Academia de Cinema dos Estados Unidos

Polanski considera que a Academia deveria ter dado um "sobreaviso razoável" antes de decidir expulsá-lo, além de uma "oportunidade" de apresentar sua versão. O diretor foi expulso pelo conselho com base "nas normas de conduta da organização" em meio ao movimento #MeToo, em maio de 2018, mais de 40 anos depois de ser condenado na Justiça norte-americana. Na mesma decisão, a Academia expulsou também o ator Bill Cosby, uma semana após condenação por drogar e abusar sexualmente de Andrea Constand, de 45 anos.

Em 26 de janeiro de 2019, a Academia se reuniu para revisar e confirmar a decisão sobre Polanski. "Os procedimentos seguidos para expulsar o senhor Polanski foram justos e razoáveis. A academia defende uma decisão apropriada", disse um porta-voz em comunicado à revista Variety.

Agora com 85 anos, o diretor franco-polonês é considerado foragido nos EUA. Ele foi condenado por fazer sexo em 1977 com Samantha Geimer, quando ela tinha 13 anos de idade. Em um acordo judicial na época, Polanski se declarou culpado por "corrupção de menor" para evitar a imputação de delitos mais graves, como violação de menor sob efeito de narcóticos. O juiz, no entanto, mudou de opinião e o condenou a uma pena mais dura. O diretor fugiu para a França e, desde então, os procuradores dos EUA tentam trazê-lo de volta ao país para que ele cumpra a pena./AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.