Roma também pede reabertura do caso Pasolini

A cidade de Roma disse hoje que vai se juntar em uma nova luta para reabrir a investigação da morte do cineasta Pier Paolo Pasolini, um dos mais famosos diretores e escritores italianos, cujo corpo foi encontrado espancado e sem vida em uma praia, perto de Roma, há 30 anos.O assessor de cultura de Roma Gianni Borgna disse que a cidade entraria no caso como uma das partes prejudicadas em uma tentativa de tentar entender a verdade sobre a morte de um dos ícones mais importantes da Itália do século passado.A medida aconteceu um dia depois de o advogado da família Pasolini, NinoMarazzita, pedir a promotores que examinem novas teorias sobre a morte do cineasta, depois que o homem condenado pelo crime, Pino Pelosi, ter dito que foi ajudado por três outras pessoas. Em uma entrevista divulgada no sábado pela TV estatal Rai-3, Pelosi disse que outras três pessoas, além dele, foram responsáveis pelo homicídio, mas não identificou seus supostos cúmplices. Pelosi havia confessado antes que cometeu sozinho o assassinato. Na TV, ele mudou seu depoimento: "Sou inocente, não matei a Pasolini", declarou Pino Pelosi, que foi condenado em 1979 a apenas 9 anos de prisão pelo assassinato do cineasta, porque era menor de idade. Do contrário, cumpriria pena de 30 anos no cárcere. Em outra entrevista, Sergio Citti, cineasta e amigo de Pasolini, sugeriu que as autoridades italianas queriam se desfazer do intelectual marxista e de suas críticas ao governo. Citti disse que outras quatro pessoas, além de Pelosi, estiveram presentes no assassinato, perpetrado em novembro de 1975, "e que essas quatro poderiam ter sido inclusive policiais ou agentes do serviço secreto".

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