Roma é tema do novo filme de Ettore Scola

Roma, a Cidade Eterna, já foi tema de vários filmes. O mais fantástico deles é o de seu filho (adotado) Federico Fellini, que lançou seu Roma em 1972 mostrando o quanto a Roma de antigamente mudara, a ponto de terminar o filme com uma turba de motoqueiros passando em frente aos monumentos milenares tão rápido como se eles fossem um monte de lixo do qual tivessem que fugir. Agora, a capital italiana será mais uma vez posta sob as lentes por Ettore Scola, um dos grandes diretores da Itália. O autor de O Baile e Feios, Sujos e Malvados lança Gente di Roma nos cinemas de seu país em 31 de outubro. Diferente de Fellini, Scola afirma que seu filme sobre Roma não vai registrar o forte componente religioso da cidade. A decisão, explica o diretor, se deve ao fato de que muitos dos defeitos dos romanos se devem à Igreja Católica. Entre os defeitos que ele cita e promete pôr no filme, está a hipocrisia. Mas se morde por um lado, Scola assopra por outro. Ele afirma que a presença do Vaticano ajuda a promover a tolerância religiosa. Em Roma, Fellini aborda a Igreja, mas o faz de forma debochada: monta um desfile de moda religiosa, em que padres apresentam modelitos de batina os mais inovadores e anti-convencionais.

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