Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

Rodrigo Teixeira produz 'Bergman Island', que concorre à Palma de Ouro em Cannes

Filme de Mia Hansen-Love fala sobre um casal que se recolhe à ilha de Farö, onde Bergman viveu e produziu boa parte de sua obra

Luiz Carlos Merten , Especial para O Estadão

03 de junho de 2021 | 10h58

O Festival de Cannes anunciou na manhã desta quinta, 3, a seleção oficial do 74º Festival Internacional do Filme, que volta a ser presencial, devendo ocorrer de 6 a 17 de julho. No anúncio feito durante entrevista com o delegado-geral Thierry Frémaux e o diretor-geral, Pierre Lescure, em Paris, ambos destacaram que o evento atenderá a rígidos protocolos de segurança, incluindo certificados de vacinação de todos os participantes. O Brasil não está representado na lista, mas um brasileiro, sim. Rodrigo Teixeira, da RT, produz Bergman Island, da francesa Mia Hansen-Love

Um casal – ele, diretor, ela, sua mulher, escritora e roteirista – recolhe-se à ilha de Farö, onde Bergman viveu e produziu boa parte de sua obra a partir dos anos 1960. Vicky Krebbs, Mia Wasikowska e Tim Roth estão no elenco. A inspiração vem do próprio cinema de Ingmar Bergman, com suas cenas de casamentos e artistas em crise. Mia foi casada com Olivier Assayas, mas não foi por meio dele que Rodrigo Teixeira chegou à diretora e a Bergman Island. O filme é produzido por Charles Gilibert, que tem sido parceiro da RT em coproduções internacionais. É o caso desse filme, que passa em Cannes sob a bandeira francesa (majoritária), mas tem participação do Brasil, por meio da RT. 

Rodrigo Teixeira informa que, desde fevereiro do ano passado, quando foi aos EUA para o Spirit Awards, tem estado isolado no Brasil. O primeiro semestre de 2020 foi pesado, houve  uma luz no fim do túnel no segundo. O filme de Mia foi rodado em 2019 e finalizado em 2020. Em novembro, ele volta ao set. A RT filma em Nova York o novo James Gray, Armageddon Time, com um elenco de sonho – Anne Hathaway, Oscar Isaac, Cate Blanchett, Robert De Niro. Será sua terceira associação com um estúdio, após Ad Astra e O Farol. Em relação ao Brasil, Rodrigo desenvolve projetos com as plataformas. “Se estivermos vacinados, creio que 2022 poderá ser um bom ano para o cinema brasileiro. Existe muita coisa sendo planejada ou em desenvolvimento, mas isso será coisa para avaliarmos numa nova conversa em 2023.” 

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