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Rodrigo Santoro: o ator talentoso que o olhar de Paulo Autran captou

Reprovado num teste na Globo, em 1993, ator não desanimou e hoje virou uma espécie de embaixador brasileiro em Hollywood 

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2015 | 05h00

Até em Los Angeles, Rodrigo Santoro adquiriu o status de celebridade. Nesta semana, correram mundo as fotos que os paparazzi tiraram do ator com a namorada, a apresentadora Mel Fronckowiak dentro do carro, num estacionamento de lá. Também causou sensação a notícia que vazou na internet.

Na série Westworld, da HBO, que vai ao ar no ano que vem, contando a história da invenção da inteligência artificial, parte do elenco assinou contrato para cenas de simulação de sexo e nudez frontal. Rodrigão, como é chamado pelos amigos, estará nessa? Seria uma mudança muito rápida no espaço de apenas dois filmes. Na nova versão de Ben-Hur, que também deve estrear em 2016, ele faz o papel de... Jesus Cristo.

Rodrigo Santoro volta esta semana ao Brasil para a apresentação de Os 33, dia 10 – sábado que vem –, no Festival do Rio. Em 22 de agosto, ele completou 40 anos. Nasceu em 1975, em Petrópolis, na região serrana do Rio. Sua ascensão não deixa de ser um exemplo de tenacidade. Em 1993, ele foi reprovado num teste, na Globo, para a minissérie Sex Appeal. Não desanimou e, no mesmo ano, ganhou seu primeiro papel na novela Olho por Olho.

Emendou trabalhos – Pátria Minha, Explode Coração e O Amor Está no Ar. Nas duas últimas, interpretou personagens jovens que se relacionam com mulheres mais velhas – Renée de Vielmond e Betty Lago. Projetou a imagem de galã, mas, quando fez a minissérie Hilda Furacão, no papel de Frei Malthus, em 1998, Paulo Autran, um mito da arte da representação no País, também estava no elenco e cantou a bola de que o ‘garoto’ tinha um grande talento.

Três anos depois, veio a prova. Vaiado por parte do público ao chegar para a apresentação de Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, no Festival de Brasília, terminou abraçado por esse mesmo público – e havia gente chorando, de tão emocionada com a atuação dele como Neto. O resto é história. Rodrigo seguiu filmando no Brasil – Abril Despedaçado, Carandiru. Fez dublagens – O Pequeno Stuart Little (1 e 2). Em 2002, fez um pequeno papel, Young Man (o Jovem), num telefilme adaptado de The Roman Spring of Mrs. Stone, texto de Tennessee Williams. No ano seguinte, virou alvo de chacota de parte da imprensa brasileira. Ganhou um papel sem direito a diálogo em As Panteras Detonando, em 2003, o que levou muita gente a escrever que tinha estampa, mas não substância.

De novo, não desanimou e os papéis no exterior foram crescendo. Fez uma participação pequena em Lost, mas jura que o personagem não desapareceu porque não agradou – já estava previsto. Emendou Simplesmente Amor, 300, Redbelt, Leonera (na Argentina), Che (em Hollywood, mas no papel de um cubano), O Vigarista do Ano, O Que Esperar Quando Você Está Esperando, Hemingway & Gelhorn, 300 – A Ascensão do Império, Golpe Duplo (filme de ação com Arnold Schwarzenegger), Os 33 (no Chile), Ben-Hur. Virou uma espécie de embaixador brasileiro em Hollywood – a dublagem de Rio (1 e 2) ajudou bastante, mas aí já era o astro, avalizado até por Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia, eterno Exterminador, que lhe dá uma arma para ajudar a acabar com o bandido Eduardo Noriega em Golpe Duplo.

Rodrigo segue com a carreira brasileira – Os Desafinados, Heleno, que alterna com os trabalhos fora. Quarentão, ainda tem cara e físico de boy – não por acaso, pratica surf. Mas a exigência aumenta e, cada vez mais, merece e impõe respeito como o ator talentoso que o olhar clínico de Paulo Autran captou, lá atrás.

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