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‘Rodência’, animação peruana, discute mundo de aparências

'Este filme nasceu de um concurso literário', conta o diretor David Bisbano

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2014 | 08h07

Quando questionado sobre o que mais o interessava ao dirigir o longa de animação Rodência e o Dente da Princesa, o diretor David Bisbano disse que era justamente a noção de que nem tudo é o que parece. Bisbano falava da questão da dualidade entre o mal e o bem, de fazer um filme para que as crianças se divertissem e pudessem também perceber as nuances da vida.

Mas a ideia de que nem tudo é o que parece pode ser também aplicada a seu filme. Rodência se parece com uma típica animação hollywoodiana, filmada em 3D, com qualidade técnica impecável, roteiro esperto que agrada tanto os pequenos quanto os adultos. Mas não é. Pelo menos, não é hollywoodiano.

Rodência é o primeiro longa de animação 3D peruano da história. Feito em coprodução com a Argentina (Bisbano é argentino, aliás), o filme que conta a história de Edem, um ratinho desastrado e aprendiz de mágico, e Brie, uma ratinha bonita e confiante. Juntos, eles têm a missão de salvar o reino onde vivem, Rodência, ameaçado por ratazanas comandadas pelo vilão Rotex. Para derrotar os invasores, precisam obter o poder do dente da princesa humana. “Este filme nasceu de um concurso literário. A história vencedora viraria um filme”, conta Bisbano. “Só que não gostei nada da primeira versão. Era muito europeia. Parecia um Senhor dos Anéis, cheia de castelos, reinos, etc”, continua o diretor, que, antes de realizar o longa, já tinha experiência com animação, adquirida com a publicidade, além de já ter no currículo dois outros longas.

Para tornar Rodência um filme latino-americano, Bisbano reescreveu o roteiro e transportou a história para um universo mais familiar. “Rodência é muito latino-americana. Os símbolos visuais têm tudo a ver com as civilizações incas, da arquitetura das cidades aos símbolos e utensílios domésticos”, diz ele. “As pessoas me diziam que o mercado internacional não se interessaria por uma história latina, que tínhamos de ser ‘internacionais’ como os norte-americanos. Ao mesmo tempo, eu sabia que as pessoas querem ver boas histórias não hollywoodianas. Fico feliz que tantos países agora, como Brasil, EUA, Rússia, Austrália, China e até a Coreia, estejam provando que eu estava certo.” 

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