"Rock Star" maquia trajetória do Judas Priest

Qualquer semelhança de RockStar com a história recente do Judas Priest não é meracoincidência. O filme narra, com os habituais clichês hollywoodianos, a ascensão de um fã a vocalista de uma famosabanda. O produtor Rovert Lawrence teve a idéia do roteiro aoler uma entrevista de Ripper Owens, que hoje comanda osmicrofones do Judas Priest, no jornal The New York Times. Namatéria, Ripper conta que, antes de entrar no grupo, era umsimples admirador e vocalista de uma banda cover do Judas.A produtora Warner Bross. chegou a vincular a trama dofilme à imagem da banda. O fato desagradou aos roqueiros, queexigiram mudanças. O principal motivo: no filme, o primeirovocalista da fictícia Steel Dragon é demitido por ser gay e porquerer gravar composições de sua autoria.Na trama, problemas similares afetam a banda cover. Opersonagem Chris Cole (Mark Wahlberg) recusa-se a tocar músicascriadas pelo grupo, vontade do resto dos integrantes. Suaobsessão pela Steel Dragon causa rompimento com os colegas e oseu afastamento do hard rock. Mas por pouco tempo. De umtelefonema, surge o convite para substituir os vocais de suabanda inspiradora e o ponto de partida para a transformação deum garoto de subúrbio em fenômeno da música.A partir daí, a aposta da produção dirigida por StephenHerek é recriar os bastidores das bandas de rock. Turnês, festasregadas a drogas e bebidas, quebradeiras em hotéis e legiões demulheres em busca de sexo. Porém, sob um ponto de visto crítico- e até mesmo ingênuo. Para contrastar com a loucura do mundo do rock, não são poucos os conselhos politicamente corretos e asadvertências ao uso de drogas.

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