Robô passa urso e cão na briga pelo Oscar de animação

'Wall-E', de Andrew Stanton, tem 6 indicações, entre elas melhor longa, roteiro e trilha sonora

EFE,

22 de fevereiro de 2009 | 06h14

Este ano, o Oscar de Melhor Filme de Animação volta a ser disputado por três concorrentes, mas Wall-E, considerado por alguns críticos a melhor produção cinematográfica do ano, tem tudo para derrotar os outros indicados: Kung Fu Panda e Bolt - O Supercão.   No meio do caminho entre E.T. - O Extraterrestre (Steven Spielberg) e Curto-circuito (John Badham), dois grandes sucessos dos anos 80, a fábula de Wall-E consegue comover crianças e adultos com sua mensagem.   O filme, dirigido por Andrew Stanton, tem seis indicações ao Oscar, entre elas as de Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora e Melhor Longa de Animação.   Além disso, concorrendo nesta última categoria, faturou o Globo de Ouro, o Bafta - a maior premiação do cinema britânico - e o prêmio da associação nacional de críticos americanos (National Board of Review). Nesse aclamado longa, Wall-E é o último dos robôs deixado na Terra pela humanidade para desentulhar e limpar o planeta. Sua vida se resume a compactar o lixo e a colecionar objetos curiosos que encontra durante o trabalho, até que um dia uma nave aparece com Eva, um moderno robô por quem o herói logo se apaixona.   O encontro das duas máquinas leva ambos a uma aventura espacial que mistura romantismo, ternura e crítica social.   Com 103 minutos de duração, o filme demorou quatro anos para ficar pronto. Os encarregados de rodá-lo foram os estúdios Pixar, criadores de outras pérolas da animação como Toy Story (1995), Procurando Nemo (2003) e Ratatouille (2007).   No entanto, Wall-E não está sozinho em sua jornada até o Oscar. Um de seus adversários é Kunk Fu Panda, grande sucesso de bilheteria do ano passado e cuja sequência já está em andamento.   O filme, que conta a história de um urso transformado em mestre das artes marciais, tem como trunfo o fato de ser dublado por um time de estrelas de Hollywood, como Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu e Jack Black, este último o encarregado de dar voz ao personagem principal.   Dirigido por Mark Osborne e John Stevenson, o longa arrecadou nada menos que US$ 60 milhões em seu primeiro fim de semana de exibição nos Estados Unidos, ficando à frente de O Agente Bom de Corte, do comediante Adam Sandler.   Apesar de ser uma animação leve, que narra a transformação de um urso gordinho num herói destinado a cumprir uma profecia e a salvar seu condado de uma catástrofe, Kung Fu Panda não esteve livre de polêmicas.   Em sua estreia na China, o filme foi criticado pelo artista conceitual Zhao Bandi, que pediu aos espectadores chineses que boicotassem a produção pelo fato de ela apresentar uma versão excessivamente americanizada de um símbolo do país.   Bandi também acusou a produtora do longa, a DreamWorks, de explorar o tesouro nacional chinês e suas lendárias artes marciais, e lembrou que Steven Spielberg, um dos fundadores do estúdio, não participou da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em protesto contra a atuação da China na tragédia humanitária do Sudão.   Tanta mobilização parece ter sido em vão, uma vez que a segunda parte do filme, em 3-D, já tem nome (Pandemonium), diretor (Jennifer Yuh) e dois de seus principais dubladores (Jack Black e Angelina Jolie) confirmados.   Já o terceiro dos indicados ao Oscar de Melhor Animação, Bolt - O Supercão, arrecadou pouco mais de US$ 200 milhões no mundo todo e foi produzido por John Lasseter, criador de Toy Story (1995) e Carros (2006).   A produção, que custou cerca de US$ 150 milhões, conta a história de um pastor alemão branco que, sem saber, é a grande estrela de um programa de TV. Dublado por John Travolta, esse astro que acredita ter superpoderes vive um dia-a-dia de aventuras, até que uma série de eventos o fazem crer que sua suposta dona, Penny (Miley Cyrus), foi sequestrada.   É aí que Bolt, acostumado a atos de heroísmo fictícios, embarca numa cruzada para salvar sua companheira. O resultado é uma animação cheia de ironia e diversão, potencializada por dois impagáveis personagens secundários: Mittens, uma gata de rua, e Rhino, um hamster obcecado por TV. Um dos maiores apelos de O Supercão é a participação feita por Cyrus, ídolo de milhões de crianças e adolescentes americanos graças a Hannah Montana, a personagem que interpreta numa série de mesmo nome.   Também cantora, a jovem concorreu ao Globo de Ouro de melhor canção com I Thought I Lost You, música-tema de Bolt, que no filme é cantada em dueto com John Travolta. Lançado em 3-D, esse longa da Disney marcou a estréia na direção de Chris Williams e Byron Howard, respectivamente roteirista e animador de Mulan (1998), outra famosa produção do mesmo estúdio.

Tudo o que sabemos sobre:
oscar

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.