Robin Williams se enforcou com um cinto, afirma polícia

Ator foi encontrado morto em sua casa na Califórnia

O Estado de S.Paulo, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2014 | 15h22

Atualizado às 16h

O ator e comediante Robin Williams se enforcou com um cinto no pescoço, confirmou o departamento de polícia de Marin County, na Califórnia, durante uma coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira, 12.  De acordo com o tenente Keith Boid, assistente-chefe dos legistas, o artista também tinha cortes superficiais no pulso esquerdo.

Ainda segundo a polícia, a assistente do ator o encontrou inconsciente, vestido, numa posição sentada e levemente suspenso do chão, com o cinto em volta do pescoço preso à porta de um dos cômodos da sua residência.

Exames toxicológicos ainda serão realizados. Os resultados, entretanto, só devem ser divulgados de duas a seis semanas. O corpo de Robin Williams foi liberado pela polícia para a família. Informações sobre o funeral ainda não foram divulgadas.

A polícia já havia dito que suspeitava de suicídio. Os investigadores disseram que Williams foi visto vivo pela última vez na noite de domingo (10). Ele estava em sua residência, em Tiburon, onde morava com sua esposa, Susan Schneider, e foi encontrado por sua assistente pessoal. Susan deixou sua casa na segunda de manhã para trabalhar. Enquanto esteve fora, a assistente de Robin bateu na porta, mas ninguém respondeu. Ela ficou preocupada porque o ator deveria estar lá. Então, entrou na casa e encontrou o corpo.

Segundo a empresária do ator, Mara Buxbaum, ele sofria de uma depressão severa. Tendo lutado contra um vício no passado, Williams entrou em um centro de reabilitação no último mês para tentar se manter sóbrio. Fontes próximas ao ator disseram que ele não estava usando drogas ou álcool, mas estava frequentando o centro para "aperfeiçoar e focar" sua sobriedade após trabalhar em um cronograma maior do que o normal.

Williams conquistou as telonas em filmes como Bom Dia, Vietnã (1987) e Uma Babá Quase Perfeita (1993). No entanto, foi um drama que rendeu a ele o Oscar de melhor ator coadjuvante: em Gênio Indomável (1997), ele interpretou o terapeuta Sean Maguire.

Em 2011, quando lançou o filme Happy Feet: O Pinguim 2, ele falou sobre a cirurgia no coração à qual se submeteu em 2009. "A operação foi há dois anos e continuo bem. Não senti medo, pelo menos uma vez tomei a decisão certa", disse à agência EFE. Recuperado da recaída que teve em 2006 à dependência alcoólica - na época, o ator não bebia havia 20 anos - Williams disse ter a sorte de estar vivo.

Na época do lançamento da animação, ele deu entrevista ao Estado. Quando perguntado sobre seu bom humor disse: "Não, não sou sempre assim e é estranho, porque as pessoas esperam que eu seja. Uma vez, uma senhora me cutucou no aeroporto e me pediu para fazer algo engraçado. É como passar por Baryshnikov e gritar: 'Dance, seu desgraçado'. Não funciona assim. Uma noite eu estava lendo para minha filha, ela tinha três anos. Eu estava todo animado e ela me cortou, dizendo: 'Pai, não faça vozes. Só leia a história'".

Em 2009, o ator apresentou o espetáculo de stand-up Armas de Destruição de Massa. Na ocasião, ele abordava temas pessoais, incluindo o alcoolismo. Ainda em entrevista ao Estado, disse que o palco foi terapêutico por tê-lo ajudado a falar de momentos difíceis, como a cirurgia no coração.

Um novo filme do ator, Uma Nova Chance para Amar, estreia em todo o País no dia 18 de setembro. Williams deixou sua participação concluída em outros filmes, como O Que Fazer? e Boulevard, ainda sem estreia prevista por aqui.

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