REUTERS|Fred Prouser|Files
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Robin Williams estava 'se desintegrando', diz viúva

Esta foi a primeira entrevista de Susan Williams desde a morte do ator, em agosto de 2014

Reuters

04 de novembro de 2015 | 10h19

NOVA YORK (Reuters) - O comediante Robin Williams deveria passar por um teste neurológico uma semana antes de cometer suicídio no ano passado e, provavelmente, só teria mais três anos de vida, disse a viúva do ator nesta terça-feira, 3.

Em sua primeira entrevista desde que Williams se enforcou com um cinto em sua casa na Califórnia, Susan Williams descreveu como o ganhador de um Oscar e astro do filme Bom Dia, Vietnã estava “simplesmente se desintegrando” física e mentalmente nos meses que antecederam sua morte.

O ator morreu em agosto de 2014, aos 63 anos, e havia sido diagnosticado com mal de Parkinson três meses antes. Ele mostrava sintomas, como enrijecimento, andava inclinado e confuso, afirmou ela no programa Good Morning America, da rede de televisão norte-americana ABC.

Uma autópsia revelou que Williams também sofria de demência e um declínio progressivo das habilidades mentais, relatou a viúva.

“Se Robin tivesse sorte, teria tido mais três anos. E teriam sido anos difíceis. E há uma boa chance de que ele fosse internado”, afirmou ela, referindo-se ao prognóstico de um dos médicos do artista.

Após uma vida inteira de luta contra a dependência, Williams passou os oito anos anteriores à sua morte “completamente limpo e sóbrio”, mas sua depressão crônica havia voltado, juntamente com a paranoia, acrescentou.

O amado ator estava ciente de que perdia o juízo e, embora estivesse se controlando, “no último mês não conseguiu. Foi como se uma represa estourasse”, disse sua viúva à ABC. Em sua última semana de vida, os médicos estavam planejando interná-lo em uma clínica para exames neurocognitivos, contou Susan. "Mas ele jamais falou em tirar a vida", declarou.

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